O crime aconteceu na Praia Grande, no litoral da cidade

Thais Bueno Publicado em 14/11/2022, às 13h04
No último sábado (12), a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do ex-companheiro de uma mulher, de apenas 22 anos de idade, que está grávida de nove meses, na Praia Grande, litoral de São Paulo. A moça acusa o homem de agredir e estuprá-la.
Para o G1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou, também no último sábado (12), que fez o pedido por conta do descumprimento de uma medida protetiva por parte do homem.
Contudo, a moça reiterou que tem medo do suspeito. Ela revelou ao veículo que, só neste ano, já registrou três boletins de ocorrência contra o ex, de 31 anos - ela relata estupro, agressões e ameaças.
Além disso, ela também disse que o agressor tentou invadir a casa dela pela terceira vez este mês na última sexta-feira (11).
Próximo ao horário das 5h30 da manhã, ele quebrou o portão dela ao dar marcha à ré com o carro - como não teve nenhum contato com a jovem, decidiu ir embora.
No dia 2 de novembro, a vítima comentou que ele conseguiu entrar na casa, batendo no rosto dela e tirando seu celular. Alguns dias depois, o suspeito voltou e falou que devolveria o aparelho, mas, assim que ela abriu a porta, ele a agrediu novamente.
A mulher, então, foi para Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande fazer uma denúncia oficial.
De acordo com informações da SSP, a jovem recebeu ofertas de abrigo, para que pudesse passar pelo período de gravidez de maneira tranquila; contudo, ela recusou as ofertas, tanto do abrigo municipal como do abrigo na casa de parentes que moram em outro estado, com as despesas da locomoção pagas pela municipalidade. O motivo da recusa não foi explicitado.
Conforme relatado pela moça, eles se conheceram em 2020 e moraram juntos durante três meses. Em janeiro do ano passado, veio a primeira briga e, consequentemente, a agressão. Com isso, ela afirmou que terminou o relacionamento e saiu da residência dos dois.
Em outubro de 2021, ela conta que o homem fez ameaças contra ela e, além de tudo, a estuprou brutalmente. Nessa época, já havia uma investigação policial e também uma medida protetiva em vigor.
Já em setembro deste ano, a jovem mulher pediu uma nova medida protetiva. O juiz decidiu que a situação exigia caráter de urgência, mas as agressões continuaram.
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