Carlos Fávaro reafirma compromisso do governo federal em evitar concorrência desleal e especulação de preços, assegurando incentivos para os produtores de arroz do Rio Grande do Sul

por Marina Milani
Publicado em 16/05/2024, às 08h15
Em São Paulo, nesta quarta-feira (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assegurou que a recente portaria sobre a importação de arroz não visa competir com os produtores do Rio Grande do Sul. A medida é uma resposta às preocupações de especulação de preços e desabastecimento devido às enchentes que atingiram o estado.
"O objetivo da portaria não é concorrer com os produtores gaúchos. O governo não seria insensível a ponto de criar uma concorrência e fazer baixar o preço do arroz para o produtor. Inclusive, queremos tranquilizar os produtores em relação a isso. Teremos uma medida provisória muito em breve que dará benefícios aos produtores de arroz do Rio Grande do Sul", afirmou Fávaro durante sua visita à APAS SHOW, maior evento de bebidas e alimentos das Américas, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo.
Fávaro destacou que a importação é uma medida cautelosa para prevenir desabastecimento e controlar preços, garantindo que os produtores locais também receberão incentivos. "Os produtores de arroz devem ficar tranquilos porque eles também terão medidas de incentivo. O governo está agindo de forma comedida, mas com total transparência e com um olhar de futuro para os produtores brasileiros", acrescentou.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o arroz importado será vendido ao consumidor brasileiro por até R$ 4 o quilo. O primeiro leilão está previsto para a próxima terça-feira (21), com a aquisição de até 104.034 toneladas de arroz da safra 2023/2024. Segundo Edegar Pretto, presidente da Conab, o arroz importado terá uma embalagem especial do governo federal que indicará o preço máximo de venda ao consumidor.
"A importação do arroz visa evitar o desabastecimento e a alta nos preços para o consumidor, considerando que 70% do arroz consumido no Brasil é produzido no Rio Grande do Sul, que enfrenta consequências das fortes chuvas", explicou Fávaro. Ele reiterou que a ação não busca baixar os preços para os produtores, mas sim estabilizar os preços para os consumidores e evitar especulação. "Temos que ter a política pública de forma holística, olhar o Brasil como um todo. Mas em hipótese alguma desprestigiar ou querer baixar o preço do arroz para os produtores", concluiu.
Além do arroz, Fávaro também comentou sobre a plantação de trigo no Rio Grande do Sul, assegurando que ainda há tempo para iniciar o plantio, apesar dos desafios enfrentados pelos produtores devido às recentes enchentes. "Não está atrasada ainda a safra de trigo. Alguns produtores perderam o equipamento, outros têm problema de solo. Mas é possível sim [plantar trigo]. Nós não temos essa preocupação no momento. Acho que dá tempo ainda da gente começar a construção do plantio", finalizou o ministro.
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