Uma moradora da Vila Livieiro, na Zona Sul de São Paulo, registrou no último sábado (12) um boletim de ocorrências contra o vereador Camilo Cristófaro (PSB),

Redação Publicado em 14/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 12h26
Uma moradora da Vila Livieiro, na Zona Sul de São Paulo, registrou no último sábado (12) um boletim de ocorrências contra o vereador Camilo Cristófaro (PSB), após ser xingada e arrastada pelo braço ao reclamar das enchentes na região onde mora.
A confusão aconteceu durante uma visita do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao Sacomã. Nas redes sociais, a assistente social Lucia Helena Lopes de Souza Gomes afirmou que, ao reclamar com o prefeito sobre as enchentes constantes no bairro, foi interpelada por Camilo Cristófaro e agredida verbalmente pelo vereador, que acompanhava a comitiva do prefeito.
“No momento que eu estava falando com o prefeito Ricardo Nunes sobre a questão das enchentes em um dos bairros da nossa região, esse vereador me disse que, se eu quisesse aparecer, era para sair pelada na capa da revista Playboy. Eu disse para ele que o prefeito era da cidade toda e não só de algumas pessoas. Esse senhor retornou e me chamou de vagabunda. Me agrediu com palavras”, disse Lucia Helena.
Vídeos que circulam na internet mostram o momento da discussão, enquanto a mulher é apartada por seguranças da comitiva do prefeito Ricardo Nunes e lideranças da região.
Nas imagens é possível ver ela gritando entre as pessoas: “Você está me chamando de vagabunda? Eu não sou vagabunda.”
Nesse momento, Camilo Cristófaro, vestido de branco, aparece nas imagens tentando sair da multidão amparado por correligionários.
Em outro vídeo publicado nas redes sociais, a assistente social conta que foi ao 26º DP, no Sacomã, para registrar um boletim de ocorrência contra o vereador do PSB.
“Tô indignada e com o braço machucado, onde uma das pessoas que estavam com ele naquele momento me arrastou, puxou a minha blusa, deixando eu com os seios também de fora. Estou indignada com a atitude desse tipo de homem que vem fazendo esse tipo de situação com mulheres”, declarou a mulher.
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que “o caso foi registrado como injúria pelo 26º DP e que a vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para ofertar representação criminal contra o autor por se tratar de ação penal privada de crime contra a honra”.
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G1
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