Foram analisadas as condições do cérebro de participantes em diferentes tempos de sono

Juliane Moreti Publicado em 10/03/2023, às 14h38
Pesquisadores da Alemanha, Suiça e Dinamarca divulgaram um estudo em que foram analisadas as condições de sono de alguns indivíduos e a sua relação com a quantidade de anos de vida.
Apesar de ouvirmos que é preciso 8h de sono, 66% dos brasileiros possuem noites diárias mal dormidas, o que pode desencadear em diversos problemas no cérebro.
O estudo foi publicado pelo Journal of Neuroscience e detalhes do processo para a descoberta também foram descritos.
Os cientistas separaram 134 pessoas saúdaveis, entre 19 e 39 anos, que foram submetidas à diferentes condições de sono por 5 dias. Para o resultado, as imagens da ressonância magnética foram essenciais.
Após a análise das imagens, os cientistas concluíram que o grupo com privação total do sono teve um envelhecimento do cérebro em dois anos. Não foi notada uma mudança significativa comparando entre o grupo parcial e crônico, junto ao de privação total.
Além disso, a prática também compromete a retenção de informações e memórias, causando maior irritabilitadade e cansaço. Quando os resultados foram vistos juntos, os cientistas concluíram que a falta de sono, principalmente a total, ''muda a morfologia do cérebro em uma direção ao envelhecimento''.
A convergência de resultados mostrou indicativos de que a falta total aguda de sono muda a morfologia do cérebro em direção semelhante ao envelhecimento em participantes mais jovens (...) nós consistentemente encontramos o aumento do envelhecimento no cérebro depois de horas de privação total de sono, que foi associada à mudança nas variáveis de sono, explicou um dos pesquisadores.
A pesquisa é considerada de extrema importância porque conclui com eficácia que ''dormir é fundamental para que os seres humanos mantenham as funções físicas e psicológias normais'', acrescentou o cientista.
Apesar da informação assustar, é possível, segundo a publicação, reverter o quadro tendo um bom tempo de qualidade de sono diariamente, chamados de ''sonos restauradores'' pelos pesquisadores, que levam a idade do cérebro voltar ao parâmetro normal.
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