A comitiva que acompanha o presidente tem empresa que apoiou bolsonarismo infiltrada

Vitória Tedeschi Publicado em 29/03/2023, às 10h04
Depois de cancelar a viagem que faria à China no último fim de semana, dia 23 de março, por conta de uma pneumonia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende remarcar a visita para o dia 11 de abril.
A sugestão da nova data, porém, precisa ser acatada pelo governo chinês. O Palácio do Itamaraty já consultou autoridades do país para saber se nova data é viável.
A ideia sugerida pelo governo brasileiro é de que o encontro com o secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jin Ping, aconteça no dia 13. A expectativa é de que uma definição seja dada ainda nesta semana.
Vale citar que, de acordo com a CNN Brasil, o petista já queria partir em viagem nesta quarta-feira (29), mas a recomendação médica é de que ainda fique em descanso no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
A viagem do presidente brasileiro ao gigante asiático é considerada de extrema importância pelo governo. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, e o adiamento resultou no atraso de uma série de acordos entre os dois países, nas áreas de comércio, energia, tecnologia e meio ambiente.
No entanto, algumas polêmicas envolvem a visita, mais precisamente sobre a comitiva que acompanhará o petista.
Isso porque, além de ministros e empresários - aliados do presidente - três representantes da Paper Excellence, empresa que apoiou diretamente o bolsonarismo e vem tentando tomar o controle da empresa Eldorado Papel e Celulose das mãos da companhia de capital nacional J&F, foram emplacados na missão empresarial.
Amaury Pekelman, diretor de Relações Institucionais da empresa, Claudio Laert Cotrim Passos, o presidente, e Marcelo Kim Yuen, o diretor jurídico são os membros da empresa que está envolvida em uma das maiores disputas empresariais do país, avaliada em R$ 15 bilhões.
Desse modo, o aspecto polêmico é que a Paper tem um histórico de ataques ao presidente Lula e também relações estreitas com o bolsonarismo. Vale citar ainda, como exemplo, que a empresa em questão chegou a usar canais de desinformação bolsonaristas para atacar o advogado Cristiano Zanin Martins, cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
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