O caso aconteceu no ano de 2002, no Brooklyn, em São Paulo

Thais Bueno Publicado em 01/11/2022, às 15h03
Na última segunda-feira (31), o caso Suzane Von Richthofen, muito conhecida como "a menina que matou os pais", completou 20 anos.
O casal Marísia e Manfred von Richthofen foi assassinado a sangue frio no bairro do Brooklyn, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2002. Suzane von Richthofen, filha deles, que na época tinha apenas 18 anos, foi identificada como a mandante do crime.
Ela e o namorado Daniel Cravinhos queriam ficar com a herança dos pais dela, que eram contra o namoro.
O cunhado de Suzane, Cristian, também teve participação no homicídio dos dois.
Depois de cometer o assassinato, os três tentaram de tudo para fingir que a casa havia sido palco de um latrocínio (roubo seguido de morte). A biblioteca foi toda bagunçada e o trio levou não só US$ 5 mil e R$ 8 mil em dinheiro vivo, mas também joias do casal que estavam no local.
Para detalhar mais ainda o crime e afastar as suspeitas, Daniel pegou a arma do pai de Suzane, que estava escondida num fundo falso. Ele, então, colocou-a no chão, perto do engenheiro, para dar a impressão de que ele havia tentado reagir ao assalto.
Os policiais, contudo, durante as invetsigações, não caíram muito nas tentativas de acobertamento dos assassinatos. Ao conversarem com pessoas próximas da família, descobriram que tanto Manfred quanto Marísia eram contra seu namoro com Cravinhos.
Quando o irmão de Daniel comprou uma moto nova, a polícia suspeitou e pediu a prisão preventiva dele.
No dia 8 de novembro, então, os três assassinos confessaram o crime.
Afinal, para quem foi a herança dos pais de Richthofen? O patrimônio da família considerando bens, imóveis e dinheiro, era de cerca de R$ 3 milhões na epóca. Esse valor, corrigido pela inflação, equivale hoje a algo em torno de R$ 10 milhões.
Suzane von Richtofen foi condenada, em 2006, a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio. Consequentemente, numa decisão tomada em 2011 e reafirmada em 2015, ela também foi considerada "indigna" pela Justiça de receber a herança da família.
Porém, em 2014, antes da determinação final, a assassina já havia dito que não queria mais os bens acumulados. Ela também relatou à Justiça que desejava se reaproximar do irmão, Andreas, que não teve qualquer envolvimento no assassinato de seus pais.
No momento do crime, o filho mais novo de Manfred e Marísia estava em uma lan house no bairro vizinho, onde havia sido deixado pelos três para que não presenciasse a ação criminosa.
No final, a Justiça de São Paulo determinou que todo o patrimônio do casal fosse entregue a Andreas.
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