Justiça determina pena para homem acusado de destruir provas no crime que chocou o Brasil

Sabrina Oliveira Publicado em 01/10/2024, às 10h59 - Atualizado às 11h13
A Justiça do Rio de Janeiro condenou Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como "Orelha", a cinco anos de prisão em regime semiaberto. Ele foi julgado por envolvimento na destruição do carro utilizado no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, um crime que chocou o Brasil e gerou repercussão internacional.
Edilson, proprietário de um ferro-velho na região metropolitana do Rio, foi acusado de ter destruído o veículo que serviu como elemento-chave no assassinato. O ato de ocultação de provas, ao inutilizar o carro, foi considerado um fator que prejudicou as investigações, atrasando a solução do crime e impossibilitando a realização de perícia criminal no automóvel. Segundo o processo, essa ação impediu que vestígios essenciais para identificar os envolvidos fossem coletados.
Desde que o crime ocorreu, as autoridades vêm enfrentando desafios para esclarecer o envolvimento de todos os participantes na execução do atentado contra Marielle e Anderson. Orelha foi preso em fevereiro de 2023 e, desde então, aguardava o desfecho de seu julgamento.
A destruição do carro foi considerada uma tentativa de encobrir rastros e evitar que a Justiça avançasse com provas materiais. A defesa de Edilson Barbosa dos Santos, por sua vez, declarou que irá recorrer da decisão.
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