Encerrando a viagem internacional, o presidente brasileiro participou da Sessão Solene de Boas-Vindas na Assembleia da República

Juliane Moreti Publicado em 25/04/2023, às 14h38
Nesta terça-feira (25), o presidente Lula encerrou sua passagem por Portugalcom a participação em uma reunião no parlamento português, em Sessão Solene de Boas-Vindas na Assembleia da República ao lado de Marcelo Rebelo, presidente do país, António Costa, primeiro-ministro e Augusto Santos, presidente da Assembleia da República Portuguesa.
''Tenho viajado o mundo para reencontrar nossos parceiros. E tenho reafirmado que o Brasil que sempre conhecemos voltou à cena internacional. Um país que não aceita que seu povo passe fome e que tem consciência de sua responsabilidade na segurança alimentar mundial, pela diversidade e dimensão de seus recursos naturais'', disse.
O presidente também ressaltou a defesa da democracia, o combate às fake news e a retomada da diplomacia brasileira. Além disso, reforçou a necessidade de atenção para a transição energética e as mudanças climáticas vistas mundialmente. Depois, em aplausos, criticou a guerra entre Rússia e Ucrânia.
''Quem acredita em soluções militares para os problemas atuais luta contra os ventos da História. Nenhuma solução de qualquer conflito, nacional ou internacional, será duradoura se não for baseada no diálogo e na negociação política. O Brasil compreende a apreensão causada pelo retorno da guerra à Europa. Condenamos a violação da integridade territorial da Ucrânia. Acreditamos em uma ordem internacional fundada no respeito ao Direito Internacional e na preservação das soberanias nacionais'', comentou.
Lula acrescentou que a cada dia que os combates continuam, ''aumenta o sofrimento humano, a perda de vida, a destruição de lares'', por isso, defende a diplomacia e o diálogo para alcançar a paz. Ainda nesse assunto, cobrou o Conselho de Segurança da ONU.
'' (...) nós brasileiros assumimos um compromisso absoluto com o multilateralismo. Esse compromisso nos força a reconhecer que as ferramentas da governança global se têm mostrado inadequadas para fazer frente aos desafios atuais. O Conselho de Segurança das Nações Unidas encontra-se praticamente paralisado. Isso ocorre porque sua composição , determinada ao fim da Segunda Guerra Mundiial, 78 anos atrás, não representa a correlação das forças do mundo'', citou.
''Por isso, defendemos uma reforma que resulte na ampliação do Conselho, de maneira a que todas as regiões estejam representadas de forma permanente, de modo a torná-lo mais representativo em seu processo deliberativo e mais eficaz na implementação de suas decisões'', afirmou.
Pensando na paz entre os países, o presidente brasileiro reafirmou: ''seguimos empenhados em avançar nas tentativas sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, criando vínculos ainda mais robustos entre nossas duas regiões'', comentou, elogiando também o apoio de Portugal e dizendo que ambos países ''continuarão a caminhar''.
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