Leandro Batista Nóbrega publicou uma encenação sobre a acusação registrada por uma mulher trans; investigação apura denúncia de transfobia, ameaça e suposto não pagamento por um programa.

Redação Publicado em 14/07/2026, às 10h02
Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, gerou polêmica ao publicar um vídeo encenando uma denúncia de transfobia feita contra ele por uma mulher trans, que está sendo investigada pela Polícia Civil de Goiás.
A denúncia, registrada em junho, relata que o empresário teria contratado um serviço sexual, mas a situação se agravou com discussões sobre postagens consideradas transfóbicas e resultou em ameaças e não pagamento do valor combinado.
A Polícia Civil deu início a uma investigação formal e irá ouvir os envolvidos, enquanto o vídeo de Nóbrega, embora polêmico, não impacta o andamento da apuração oficial.
O empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e conhecido por comercializar a marca "Picanha do Bolsonaro", voltou ao centro de uma polêmica após publicar um vídeo nas redes sociais em que faz uma encenação sobre a denúncia apresentada contra ele por uma mulher trans. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás.
Na gravação, divulgada nesta segunda-feira (13), o empresário apresenta uma versão dramatizada dos acontecimentos envolvendo o encontro que deu origem ao boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo a publicação, Leandro afirma que acreditava que seria atendido por uma mulher em uma casa de massagens e sustenta que houve uma troca de atendente após ele ser reconhecido como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao final do vídeo, o empresário faz uma declaração em tom de ironia, em referência ao episódio. A publicação repercutiu nas redes sociais poucos dias após o caso se tornar público.
A denúncia foi registrada na noite de 15 de junho por uma mulher trans que atua como acompanhante. No boletim de ocorrência, ela relata que o empresário teria contratado um programa, mas o encontro terminou em discussão após divergências sobre o tipo de serviço sexual pretendido.
Segundo o documento, a denunciante afirma que, durante a conversa, reconheceu o empresário como proprietário do frigorífico e passou a questioná-lo sobre publicações que considerava transfóbicas feitas por ele nas redes sociais. A discussão teria se intensificado, culminando na acusação de transfobia, ameaças e no não pagamento do valor combinado, estimado em R$ 500.
Ainda conforme o registro policial, a acompanhante informou que Leandro já havia mantido contato com ela em ocasiões anteriores e que o encontro foi previamente combinado por meio de mensagens.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso. A Polícia Civil de Goiás instaurou procedimento para apurar os fatos narrados no boletim de ocorrência e deverá ouvir os envolvidos ao longo da investigação.
O vídeo divulgado pelo empresário passa a integrar o contexto do caso, mas não altera o andamento da apuração oficial, que seguirá sob responsabilidade da autoridade policial.
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