Deputado federal critica medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e acusa o STF de adotar tratamento desigual em casos envolvendo adversários políticos.

Redação Publicado em 14/07/2026, às 10h29
O deputado Nikolas Ferreira criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes após a decisão que suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que isso representa uma perseguição política.
Nikolas destacou que a decisão de Moraes, que também incluiu a apreensão de uma carta de Bolsonaro, é desproporcional e comparou a situação do ex-presidente a de presos comuns, questionando a imparcialidade da Justiça em casos semelhantes envolvendo outros políticos.
Além de suas declarações nas redes sociais, o deputado afirmou que a decisão de Moraes pode levar à revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, intensificando o debate sobre os limites das ações do STF entre parlamentares da oposição e do governo.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a fazer duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Em publicação feita nas redes sociais, Nikolas escreveu a frase: "Tá na hora de começar a não obedecer tirano", em referência ao ministro do STF. A manifestação ocorreu poucas horas depois da decisão que também determinou a apreensão da carta escrita por Bolsonaro e divulgada por Flávio Bolsonaro.
Além da mensagem no X (antigo Twitter), o parlamentar publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual classificou as decisões judiciais como parte de uma perseguição política ao ex-presidente.
Durante a gravação, Nikolas questionou o encaminhamento feito por Alexandre de Moraes ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada em razão da divulgação da carta de Bolsonaro.
Segundo o deputado, situações semelhantes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral de 2018 não receberam o mesmo tratamento por parte das autoridades. Nikolas também mencionou manifestações políticas envolvendo outras figuras públicas e voltou a afirmar que há diferenças na atuação da Justiça conforme o grupo político envolvido.
O parlamentar ainda criticou a restrição imposta às visitas do ex-presidente, comparando a situação de Bolsonaro à de presos condenados por crimes comuns. Segundo ele, a decisão representa tratamento desproporcional.
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após o ministro entender que Flávio Bolsonaro utilizou a visita ao pai para obter um manuscrito posteriormente divulgado em suas redes sociais. Para o magistrado, a publicação configurou uma forma indireta de Jair Bolsonaro utilizar plataformas digitais, contrariando as medidas cautelares estabelecidas quando foi autorizada a prisão domiciliar.
Além da suspensão temporária das visitas do senador, Moraes determinou a apreensão da carta e advertiu que novos descumprimentos das restrições poderão resultar na revogação do benefício da prisão domiciliar e no retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
As declarações de Nikolas ampliaram a repercussão política da decisão e alimentaram novos debates entre parlamentares da oposição e integrantes da base governista sobre os limites das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
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