Répteis, incluindo cobras venenosas, fugiram após a água destruir uma fazenda de criação em Hengzhou, na região de Guangxi. Autoridades reforçaram o estoque de soro antiofídico e orientaram moradores a não tentar capturar os animais.

Ana Beatriz Silva Publicado em 11/07/2026, às 12h28
Quase 900 cobras escaparam de um criadouro em Hengzhou, na China, após enchentes causadas pela tempestade tropical Maysak, resultando em preocupações de segurança para a população local. O incidente destaca a vulnerabilidade de instalações rurais em desastres climáticos, transformando uma emergência ambiental em um problema de saúde pública.
As espécies que fugiram incluem cobras d’água, king ratsnakes e najas, algumas venenosas, levando a um aumento de ataques e picadas em moradores. Autoridades locais relataram que um homem foi hospitalizado após ser picado por uma naja enquanto limpava sua casa.
Em resposta, equipes de emergência foram mobilizadas para recapturar os répteis e reforçar a segurança, enquanto um canal rápido de atendimento foi aberto em hospitais para vítimas de picadas. As autoridades continuam a monitorar a situação, com recomendações para que os moradores evitem áreas alagadas e busquem ajuda médica imediatamente em caso de acidentes.
Quase 900 cobras escaparam de um criadouro atingido por enchentes em Hengzhou, cidade localizada na região autônoma de Guangxi, no sul da China. O caso ocorreu depois que fortes chuvas associadas à tempestade tropical Maysak provocaram inundações, danos em reservatórios e destruição de áreas rurais. Segundo a imprensa estatal chinesa, a fazenda ficava na vila de Dengwei e foi destruída pela força da água, permitindo que os animais se espalhassem pela região alagada.
Entre as espécies que teriam escapado estão cobras d’água, serpentes conhecidas como king ratsnakes e najas, algumas delas venenosas. Vídeos que circularam nas redes sociais chinesas mostraram os répteis se deslocando pela água barrenta e moradores usando redes para tentar capturá-los. Em uma das imagens, uma naja aparece com a cabeça acima da água, aumentando a preocupação da população local.
As autoridades locais mobilizaram equipes para recapturar os animais e reforçaram o alerta à população. Moradores foram orientados a não tentar pegar as cobras por conta própria e a comunicar imediatamente qualquer avistamento às equipes de emergência. De acordo com relatos compilados pela imprensa internacional, uma equipe de dez pessoas foi designada para capturar os répteis com redes e equipamentos de contenção.
A situação ficou ainda mais grave porque moradores da região relataram ataques. Um homem internado em hospital local afirmou ter sido picado por uma naja enquanto retirava destroços do andar térreo de sua casa. Um médico que atende vítimas de picadas disse à imprensa local que tratou vários moradores desde a passagem da tempestade. As autoridades de Hengzhou também reconheceram relatos de criadouros danificados e de moradores feridos por serpentes.
Diante do risco de novos incidentes, o centro de comunicação de Hengzhou divulgou orientações emergenciais sobre prevenção e tratamento de picadas de cobra. O órgão alertou que animais venenosos poderiam buscar abrigo em casas, escadas, cantos de prédios e áreas próximas a rios. O hospital designado para atender vítimas de picadas abriu um canal rápido de atendimento, enquanto o estoque de soro antiofídico foi ampliado.
As enchentes em Guangxi fazem parte de um cenário mais amplo de destruição provocado por dias de chuva intensa no sul da China. Segundo a Associated Press, ao menos 39 pessoas morreram em decorrência das inundações, a maioria em Hengzhou, onde o colapso parcial de uma barragem de reservatório lançou grandes volumes de água sobre a cidade. Ainda de acordo com as autoridades chinesas citadas pela agência, nove pessoas permaneciam desaparecidas na região.
A operação de resgate envolveu drones e cerca de 5.700 barcos para retirar moradores ilhados, levar água potável e distribuir suprimentos. Aproximadamente 130 mil pessoas foram evacuadas, e mais de 10 mil estudantes e professores ficaram presos por dias em um complexo escolar na cidade de Guigang, antes de serem retirados por equipes militares.
Além das cobras, outros animais também foram afetados pelas enchentes. Um zoológico em Guigang informou que mais de 100 animais estavam desaparecidos, incluindo zebras, porcos-espinhos e aves tropicais. Abrigos de animais também foram atingidos, com cães e gatos sendo resgatados em áreas alagadas.
O caso das cobras chamou atenção por expor um risco adicional em desastres climáticos: a vulnerabilidade de criadouros e instalações rurais diante de chuvas extremas. Em Guangxi, a criação de serpentes é uma atividade econômica relevante, usada principalmente para fins comerciais, alimentares e medicinais. Com a destruição da estrutura, o episódio transformou uma emergência climática em um problema de saúde pública e segurança para moradores já atingidos pelas enchentes.
As autoridades afirmam que as águas começaram a baixar em algumas áreas, mas novas chuvas ainda eram esperadas. Equipes foram enviadas para remover lama, limpar destroços, desinfectar localidades atingidas e manter a vigilância contra o aparecimento de serpentes. Enquanto o trabalho de captura continua, a recomendação é que os moradores evitem áreas alagadas, usem proteção ao circular por locais atingidos e procurem atendimento médico imediatamente em caso de picada.
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