A suspeita participou de julgamento nesta quarta-feira (30)

Thais Bueno Publicado em 30/11/2022, às 14h17
Um caso bizarro deixou a população da Nova Zelândia chocada recentemente: a mãe de duas crianças, cujos restos mortais foram encontrados escondidos em malas anos depois de suas mortes, foi acusada de ter assassinado os próprios filhos de forma cruel.
De acordo com o jornal Mirror, a mulher, que não foi identificada e possui 42 anos de idade, esteve presente em seu julgamento, que ocorreu durante esta quarta-feira (30), depois de ser extraditada da Coreia do Sul para a Nova Zelândia - país onde os restos mortais foram achados.
O ministro da Justiça sul-coreano, Han Dong-hoon, ordenou que a mulher fosse extraditada no início do mês de novembro e ela foi entregue a polícia neozelandesa apenas na última segunda-feira (28).
Em comunicado oficial, o Ministério de Justiça da Coreia do Sul disse: "Com a extradição, esperamos que a verdade do caso, que atraiu a atenção mundial, seja revelada por meio do processo judicial justo e rigoroso da Nova Zelândia".
A principal suspeita do caso, conforme apurado pelo 'The New Zealand Herald', é a mãe das crianças. Caso seja considerada, de fato, culpada, ela pode ser condenada à prisão perpétua.
No dia 11 de agosto deste ano, os restos mortais de um menino e uma menina de 5 e 8 anos, respectivamente, foram descobertos por um casal em Auckland, Nova Zelândia, depois que eles saíram vitoriosos de um leilão de armazenamentos e ganharam um par de malas.
Segundo um vizinho, que estava apavorado, as malas com os resquícios humanos foram encontrados na parte de trás de um trailer em que também havia carrinhos de bebê, brinquedos e outras "coisas infantis" espalhadas.
As autoridades que investigam o caso acreditam que os corpos estiveram ali por cerca de três ou quatro anos. Eles também confirmaram que a família que encontrou os restos mortais não tem nada a ver com o crime.
Ainda de acordo com informações dos veículos mencionados acima, a mulher, por meio de um tradutor, perguntou ao juiz durante a audiência se poderia falar conversar com ele. Contudo, ela voltou atrás na decisão quando seu advogado sugeriu que ela não o fizesse.
Embora registros de imigração mostram que a mãe das crianças voltou para a Coreia do Sul em 2018, a polícia sul-coreana argumenta que ela nasceu na Coreia do Sul e depois se mudou para a Nova Zelândia, onde obteve a cidadania.
Uma ordem temporária do juiz sobre discrição fez com que nem o nome da mulher e nem o das vítimas fosse divulgado até o momento. Essa ação é muito comum no país da Oceania - um exemplo ocorreu quando a primeira-ministra Jacinda Ardern jurou nunca dizer o nome do atirador da mesquita de Christchurch.
"Fale os nomes daqueles que foram perdidos em vez do nome do homem que os levou. Ele é um terrorista. Ele é um criminoso. Ele é um extremista. Mas, quando eu falar, ele não terá nome".
A suspeita saiu do tribunal depois de menos de cinco minutos e ficará presa até que aconteça a sua próxima audiência no local, no próximo dia 14 de dezembro.
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