Stacey Davis, de 35 anos, era a genitora de Ethan Devis, de 1 ano de idade

Juliane Moreti Publicado em 02/12/2022, às 15h22
Uma mãe foi presa após abandonar o bebê em casa por mais de duas horas e sair para passear, em Wiltshire, na Inglaterra.
Durante a investigação do caso, os policiais descobriram que a criança ficou no berço, com as janelas fechadas e, ainda por cima, com um ferimento na cabeça.
Stacey Davis, de 35 anos, tinha Ethan Devis, de 1 ano, nasceu prematuramente e, depois de precisar passar por uma cirurgia, foi necessário que ficasse no hospital durante dois meses em observação para, depois, ser liberado para casa.
Mesmo assim, ela decidiu sair da residência para passear, deixando a criança no calor de 27 graus, em um local fechado e ferida. Quando retornou ao lar, ficou por mais de 30 minutos checando o celular, para depois verificar o estado do bebê no quarto.
Ao checar o berço, o bebê já não dava mais nenhuma resposta aos estímulos, não abria os olhos e nem respirava. Ela decidiu o levar às pressas para o hospital, mas ele foi dado como morto instantes depois.
Apesar do caso ter acontecido em junho de 2018, segundo o The Mirror, ela admitiu o crime durante uma audiência realizada em no mês de maio de 2022 e, desde então, as investigações foram tomando os caminhos certos para descobrir o que realmente aconteceu.
Sobre o ferimento na cabeça, era mais grave do que se podia esperar. Os exames indicaram que Ethan sofreu uma fratura de crânio de 15 cm. A justificativa de Stacy foi de que o seu filho caiu e bateu a cabeça, mas ela não pode levá-lo ao hospital. Mesmo com algumas descobertas, a morte da criança permanece indeterminada.
A mulher também utilizava drogas, como a cannabis, perto do bebê.
A situação foi descoberta na análise do corpo, em que havia altos níveis da substância nos cabelos do menino de 1 ano de idade. O advogado da mãe, para justificar o ato, deu várias explicações.
Entre elas, de que a mulher era um ''caso clássico de depressão pós-parto''. Além disso, citou que ela tinha problemas financeiros e que lutava para se ''relacionar com Ethan''. O advogado afirmou que o assunto está na cabeça da mãe por dois anos, atormentando-a.
Mas, nesta semana, durante a ação judicial, ela compareceu ao Tribunal da Coroa de Salisbury e o caso foi encerrado, condenando a mãe com a pena de dois anos de prisão por crueldade infantil. A júri Parkes KC descreveu o ato como ''completamente egoísta''.
A júri ainda acrescentou que não há evidências de que a mãe causou a morte de Ethan, mas que o abandono em situação vulnerável não foi bem resolvido e, ainda por cima, ela não parecia ter nenhuma preocupação, não cumprindo o papel de dever, como genitora, com o bebê.
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