Vice-presidente afirmou que boa relação entre os presidentes pode facilitar diálogo sobre tarifas e investimentos entre Brasil e EUA

Lívia Gennari Publicado em 24/09/2025, às 11h22
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (24), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, que a “boa química” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode contribuir para a solução do aumento de tarifas americanas sobre produtos brasileiros, conhecido como “tarifaço”.
Segundo Alckmin, apesar do encontro entre os dois líderes ter sido breve, ele foi positivo:
Houve uma boa química entre os presidentes que vai nos ajudar a encontrar a melhor solução para resolver um tarifaço que não se justifica. Vamos trabalhar para buscar uma ótima solução para solucionarmos este problema”, declarou Alckmin.
O vice-presidente acrescentou que o diálogo bilateral pode se estender além das questões tarifárias, incluindo oportunidades de investimento. Alckmin disse ainda que não há informações sobre a data de uma nova reunião entre Lula e Trump, mas ressaltou a relação de amizade entre Brasil e Estados Unidos.
Agenda de Lula nos EUA e encontro com Trump
Desde o último domingo (21), Lula está nos Estados Unidos em uma série de compromissos diplomáticos. Esta é a primeira viagem do presidente ao país desde que Trump impôs a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.
O encontro entre Lula e Trump ocorreu após o discurso do presidente brasileiro na abertura da Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (23). Trump, por sua vez, elogiou Lula e afirmou que pretende se reunir com ele na próxima semana.
Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal”, declarou o presidente americano.

Nesta quarta-feira (24), Lula participará, ao lado do presidente chileno Gabriel Boric e do premiê espanhol Pedro Sánchez, da segunda edição do encontro “Em Defesa da Democracia”. O evento tem como objetivo debater estratégias para fortalecer o multilateralismo, além de discutir medidas de enfrentamento ao extremismo, à desinformação e ao discurso de ódio.
No discurso na ONU, Lula destacou que a democracia e a soberania do Brasil são “inegociáveis” e reafirmou a posição do país contra medidas unilaterais e arbitrárias que impactem as instituições e a economia brasileira.
A visita de Lula aos Estados Unidos reforça o compromisso do Brasil com o diálogo internacional, a defesa da democracia e a busca por soluções que fortaleçam a economia e as relações bilaterais com parceiros estratégicos.
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