Presidente abrirá Assembleia da ONU e deve cobrar ações contra mudanças climáticas, enquanto Trump ameaça impor novas sanções ao Brasil

Lívia Gennari Publicado em 22/09/2025, às 09h19
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) está em Nova York, nos Estados Unidos, para uma série de compromissos diplomáticos que incluem o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, que será realizado na próxima terça-feira (23).
Esta é a primeira viagem de Lula ao país desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, impôs uma sobretaxa de 50% sobre a entrada de produtos brasileiros. A medida, anunciada no contexto da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe, gerou atritos entre os dois países. O governo americano já indicou que pode adotar novas sanções econômicas.
Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington deve anunciar em breve medidas adicionais contra o Brasil. Em entrevista à Fox News, Trump reforçou essa posição:
“Haverá uma resposta dos EUA a isso. Teremos alguns anúncios provavelmente na próxima semana sobre as medidas adicionais que pretendemos tomar”, declarou o presidente americano.
Discurso na ONU
No pronunciamento, Lula deve destacar a defesa da soberania brasileira e cobrar maior comprometimento internacional com a preservação ambiental e a transição energética. O presidente também buscará apoio financeiro de países ricos para projetos contra as mudanças climáticas, em preparação para a COP30, que será sediada pelo Brasil em 2025.
Outro ponto previsto para o discurso é a posição brasileira em relação aos conflitos internacionais. Lula tem reiterado a necessidade de um cessar-fogo imediato na guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como nos confrontos na Faixa de Gaza.
Ainda na terça (23), Lula participará, ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres, de um evento sobre clima que pretende impulsionar ações conjuntas de países com foco na COP30.
Na quarta-feira (24), o presidente comandará, junto ao chileno Gabriel Boric e ao espanhol Pedro Sánchez, a segunda edição do encontro “Em Defesa da Democracia”. O evento vai debater estratégias para o fortalecimento do multilateralismo, além de medidas de enfrentamento ao extremismo, à desinformação e ao discurso de ódio.
Enquanto Lula cumpre a agenda internacional, o vice-presidente Geraldo Alckmin assume a Presidência da República em exercício no Brasil.
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