A auxiliar da acusada revelou episódios inacreditáveis de agressão e desprezo

Vitória Tedeschi Publicado em 07/12/2022, às 18h36
Uma professora que agrediu crianças e colegas de trabalho teve a demissão do cargo público confirmada pela 1ª Câmara de Direito Público do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). O caso aconteceu em escola municipal de educação infantil de Indaial, no Vale do Itajaí.
De acordo com o Processo Administrativo Disciplinar, além do vocabulário e do tom de voz agressivo, a requerente puxou uma criança pelo braço, pelo cabelo e socou outra que resistia em não dormir.
Além disso, a auxiliar da professora acusada testemunhou a seguinte cena: ela deu comida para uma criança com refluxo, que chorava, e mesmo assim continuou a alimentá-la e isso fez com que a vítima engasgasse. Ao ver a situação, a auxiliar interveio e impediu que ela continuasse.
Apesar da testemunha, a professora argumentou que não existiam provas suficientes e de que a pena foi exagerada, ela ingressou na Justiça para anular o ato administrativo, voltar à função e ser ressarcida por danos morais.
O pleito, no entanto, foi negado pelo juízo de 1º grau, que destacou que, além das agressões físicas, a professora não deu a atenção necessária às crianças. "Tanto em sala quanto no parque, chegando a esquecer uma delas que brincava no balanço", afirmou.
O juiz também pontuou que as crianças não foram as únicas agredidas, e que a forma como a professora se relacionava com as demais servidoras, principalmente as auxiliares, também se mostrou inapropriada, chamando-as de "auxiliarzinhas"– atitude depreciativa e discriminatória, ou seja, totalmente inadequada.
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