O uso do Zolpidem é muito popular entre pacientes que estão em tratamento de distúrbios do sono

Milleny Ferreira Publicado em 18/05/2024, às 14h16
Foi aprovado na última quarta-feira (15) o aumento de controle para a prescrição do medicamento Zolpidempara pacientes que estão em tratamento de insônia.
Essa medida foi tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) devido ao aumento de relatos do uso irregular e abusivo do Zolpidem. Com esse controle, a medicação deverá ser prescrita apenas por meio da Notificação de Receita B (azul), tendo em vista que o remédio faz parte do grupo de substâncias psicotrópicas da norma de substâncias controladas no Brasil.
Agora é exigido que a prescrição seja realizada apenas por profissionais que estejam devidamente inscritos na autoridade local da vigilância sanitária.
A análise conduzida pela Anvisa demonstrou um crescimento no consumo dessa substância e a constatação do aumento nas ocorrências de eventos adversos relacionados ao seu uso. Foi possível ainda identificar que não há dados científicos que demonstrem que concentrações de até 10 mg do medicamento mereçam um critério regulatório diferenciado”, diz comunicado divulgado pela agência.
De acordo com a Anvisa, o Zolpidem está enquadrado na lista restrita B1 (psicotrópicos), porém, o adendo 4 desta mesma lista flexibiliza a restrição de até 10 mg por unidade posológica o que se torna equivalente aos medicamentos da “Lista C1 – Lista de Substâncias Sujeitas a Controle Especial”, liberando a prescrição em receita branca de duas vias .
Agora com a exclusão deste adendo, a Notificação de Receita B (azul) passa a ser obrigatória para a prescrição e a dispensação de todos os medicamentosà base de Zolpidem, independentemente da concentração da substância, de acordo com as informações da CNN Brasil.
A mudança passa a ser válida a partir de 1º de agosto deste ano.
O Zolpidem é um medicamento hipnótico, que age no organismo para induzir melhorias em pessoas com distúrbios do sono, que são aquelas que possuem dificuldades para dormir, para permanecer dormindo ou com insônia transitória ou ocasional. O uso deste medicamento deve ser feito por um curto prazo de tempo, não podendo ultrapassar o período de quatro semanas.
O tratamento além do período máximo não deve ser estendido sem uma reavaliação da condição do paciente, pois o risco de abuso e dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento”, diz a agência.
Houve um aumento significativo no número de usuários no último ano, e mais significativo no Brasil se comparado com o resto do mundo. A gente pode dizer que o consumo aumentou quase em uma progressão geométrica. [Os médicos] passaram a prescrever devido à falsa sensação de segurança, de que não geraria dependência ou abuso”, diz Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono.
Ainda de acordo com a pesquisadora, devido ao aumento significativo no uso do remédio, as pessoas tiveram um aumento em efeitos colaterais causados por ele, como: sonambulismo, apagões de memória, alucinações, entre outros.
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