A farmacêutica admitiu pela primeira vez à justiça que o imunizante pode causar efeito adverso

Vitória Tedeschi Publicado em 30/04/2024, às 16h10
No último dia 28 de abril, a farmacêutica AstraZeneca admitiu pela primeira vez diante da Justiça que sua vacina contra a Covid-19 pode ter um possível efeito colateral raro. A admissão aconteceu vem em resposta a uma ação coletiva movida por 51 famílias na Inglaterra, que buscam uma indenização significativa devido ao desenvolvimento de trombose após a vacinação.
As informações foram divulgadas em reportagem do jornal britânico The Telegraph, que também revelou que a empresa reconheceu que a vacina pode causar a síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS), condição que envolve a formação de coágulos sanguíneos, aumentando os riscos de obstrução dos vasos sanguíneos.
Ainda de acordo com a matéria, a AstraZeneca também afirmou que "não aceita" que a vacina em questão cause TTS "ao nível genérico", mas reconhece que a condição pode, em "casos raros", ser um dos efeitos adversos do imunizante.
O mecanismo causal não é conhecido", afirmou a farmacêutica. "Além disso, a TTS também pode ocorrer na ausência da vacina AZ [da AstraZeneca] (ou de qualquer vacina). A causalidade em qualquer caso individual será matéria para prova pericial", acrescentou.
Vale lembrar que, de acordo com o Poder 360, no Brasil, a vacina AstraZeneca foi administrada em um grande número de pessoas, cerca de 153 milhões. O Ministério da Saúde emitiu um comunicado em 2023, ressaltando que eventos adversos são raros e ocorrem em média um a cada 100 mil doses aplicadas.
Além disso, o comunicado enfatizou que esses eventos representam um risco significativamente inferior ao das complicações causadas pela infecção pelo coronavírus.
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