A decisão sobre os assuntos agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes

Manoela Cardozo Publicado em 12/08/2023, às 10h51
Na sexta-feira (11), a Polícia Federal pediu a quebra dos segredos bancários e fiscais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após apontar suspeitas de que ele teria utilizado a estrutura do governo federal para desviar presentes de elevado valor que lhe foram oferecidos por autoridades estrangeiras.
Conforme informações do Notícias ao Minuto, a decisão sobre esse assunto está agora nas mãos do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Baseado em um relatório da Polícia Federal, Moraes autorizou uma operação que foi realizada na mesma sexta-feira (11), com mandados de busca e apreensão relacionados a Bolsonaro no contexto das joias enviadas por autoridades sauditas.
A operação visou indivíduos como o general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, e Osmar Crivelatti, tenente do Exército que também teve envolvimento na equipe de ajudantes de ordens da Presidência.
Além da quebra de sigilo, a Polícia Federal também planeja colher o testemunho do ex-presidente. Até o início da noite do mesmo dia, nem Bolsonaro nem seus advogados se pronunciaram sobre o assunto.
Moraes declarou que as informações analisadas pela corporação indicam a possibilidade de o órgão responsável pela avaliação e destino de presentes dados por autoridades estrangeiras ao presidente, nesse caso o Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência, pode "ter sido utilizado para desviar, para o acervo privado do ex-presidente da República, presentes de alto valor, mediante determinação de Jair Bolsonaro".
Três itens suspeitos de desvio totalizam aproximadamente R$ 900 mil, de acordo com a PF - cerca de R$ 588 mil em um conjunto de joias e relógio da marca Chopard, que foi colocado à venda em um leilão em Nova Iorque, mas não chegou a ser vendido, e R$ 333 mil em dois relógios, incluindo um Rolex, que foi inicialmente vendido, mas posteriormente readquirido para ser devolvido ao patrimônio público.
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