A nova ministra fez críticas à gestão do ex-ministro Ricardo Salles

Vitória Tedeschi Publicado em 04/01/2023, às 17h45
A deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) assumiu nesta quarta-feira (4) o cargo de ministra do Meio Ambiente. É a segunda vez que Marina Silva ocupa o cargo - ela também foi ministra de Lula (PT) entre 2003 e 2008, nos dois primeiros mandatos do petista como presidente da República.
A solenidade, que aconteceu em Brasília, lotou o Salão Nobre do Palácio do Planalto e a organização teve de abrir um segundo espaço para abrigar os convidados.
Participaram da cerimônia, entre outros, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, além de ministros do governo Lula (PT), como Rui Costa (Casa Civil) e Cida Gonçalves (Mulheres).
Em seu discurso de posse, Marina citou políticas ambientais adotadas pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, segundo ela, foram um "desrespeito com o patrimônio socioambiental brasileiro".
Sou tomada pela preocupação, o estarrecimento e a tristeza ao ver que este Palácio foi palco, nos últimos anos, de vários atos contra a democracia, o povo, a ciência, a saúde, o meio ambiente, os interesses estratégicos e econômicos do Brasil. Enfim, contra a própria vida", afirmou Marina no início de seu discurso.
Ela ainda fez referência à expressão "passar a boiada", usada pelo ex-ministro Ricardo Salles, do governo Jair Bolsonaro (PL), quando ele defendeu a aprovação de flexibilizações ambientais em meio à pandemia de Covid-19.
"Boiadas passaram por onde deveria passar apenas proteção. Vários parlamentares se colocaram à frente de todo esse processo de desmonte", disse ela.
Além disso, outro ponto importante do discusso de Marina foi o anúncio da criação de uma secretária para fazer o controle do desmatamento no país.
Segundo dados Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a área de floresta desmatada da Amazônia Legal em 2022 foi a maior dos últimos 15 anos. De agosto de 2021 a julho de 2022, foram derrubados 10.781 km² de floresta, o que equivale a sete vezes a cidade de São Paulo.
"Quando chegarmos ao desmatamento zero, não precisará da Secretária Extraordinária de Desmatamento. Então, esse secretário sabe que a taxa de sucesso dele será medida no dia que o presidente extinguir a secretária extraordinária de desmatamento", apontou.
A nova ministra também disse que quer adotar as seguintes medidas:
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