Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente, argumentou sobre o caso

Manoela Cardozo Publicado em 17/03/2023, às 08h37
A defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) pediu acesso ao inquérito das joias novamente à Polícia Federal.
Segundo informações do G1, na última quarta-feira (15), a PF negou o acesso ao inquérito, argumentando que ele não era investigado do caso "até o momento".
Agora, a defesa do ex-presidente, comandada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, utilizou a declaração do ministro da Justiça, Flávio Dino, nesta segunda-feira (13), onde ele disse que Bolsonaro "será chamado para depor" sobre o polêmico caso.
Conforme argumentação da defesa, mesmo não sendo formalmente investigado, Bolsonaro tem sido tratado como se estivesse sendo.
"Em algum momento, como investigado, o ex-presidente da República será intimado a prestar depoimento. Caso ele não compareça, nasce uma situação nova em que poderá ou não ter o acionamento dos mecanismos de cooperação internacional. É possível concluir o inquérito independentemente de ele ser ouvido ou não. Mas eu espero que ele compareça e seja ouvido pois é um direito dele como investigado", disse Dino, na ocasião.
Vale lembrar que o inquérito está apurando a tentativa de uma comitiva do governo Bolsonaro de trazer um conjunto de joias ao Brasil em 2021, sem declarar às autoridades.
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