A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) usou programa secreto para monitorar localização por meio de celulares

Vitória Tedeschi Publicado em 14/03/2023, às 10h21
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) utilizou um programa secreto para monitorar localização por meio do aparelho celular durante os três primeiros anos - até 2021 - do governo de Jair Bolsonaro (PL), em todo o território nacional.
As informações foram reveladas pelo jornal O Globo nesta terça-feira (14). O jornal também afirma que a espionagem não tem respaldo legal e, na avaliação de especialistas, pode configurar uma série de afrontas a direitos constitucionais dos alvos, como à privacidade e à intimidade.
Segundo a reportagem, a ferramenta israelense chamada FirstMile - adquirida pela Abin por R$ 5,7 milhões -, permitia monitorar os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses. Para isso, bastava digitar o número de um contato telefônico no programa e acompanhar num mapa a última localização conhecida do dono do aparelho que utilizava as redes 2G, 3G e 4G.
Em suma, os dados, obtidos através das transferências de informações entre os aparelhos e torres de telecomunicação, também davam acesso ao histórico de movimentação e permitiam a criação de um alerta em tempo real sobre deslocamentos do cidadão monitorado.
A prática suscitou questionamentos entre os próprios integrantes do órgão. Por exemplo, um funcionário da agência, que não quis ser identificado, disse que a ferramenta operava em casos de 'segurança de Estado', burlando a lei que garante o direito à privacidade.
Ainda de acordo com o funcionário, o maior problema era que o programa poderia ser acessado sem controle e sem permitir uma investigação sobre uso indevido.
A polêmica resultou em um procedimento interno para apurar os critérios de utilização e a regularidade da contratação dessa tecnologia de espionagem.
A Abin foi comandada, durante o governo Bolsonaro, por Alexandre Ramagem, próximo a família do ex-presidente e se que elegeu deputado federal com apoio de Jair Bolsonaro.
Ao Globo, ele não quis comentar o assunto. "Isso é com a Abin. Tem contrato, tem tudo. A contratação está toda regular. Se tiver algum questionamento, tem que fazer à Abin".
No entanto, até o momento a Abin não se manifestou.
Leia também

Desaprovação ao governos de Duque gera greve na Colômbia

Vídeo que mostra Bolsonarista pendurado em para-brisa de caminhão em alta velocidade viraliza na web

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Médico brasileiro e namorada conquistam marca inédita no Guinness com desafio de beijos

Flávio Bolsonaro diz estar aberto a conversar com Michelle após crise no PL

Incêndio em fábrica de calçados deixa 28 mortos no sudeste da China

STJ determina cobertura obrigatória de cirurgias de feminização facial por planos de saúde

Lula recebe líderes do MST para discutir novas ações humanitárias em apoio à Venezuela após terremotos