O proposta surge após o caso polêmico das brasileiras que tiveram suas malas trocadas e acabaram presas na Alemanha por 38 dias

Vitória Tedeschi Publicado em 27/04/2023, às 16h03
Na última quarta-feira (26), foi protocolado um Projeto de Lei, da deputada federal Rosana Valle (PL-SP), que pretende aumentar a segurança das bagagens despachadas nos aeroportos de todo o Brasil.
A proposta prevê que as companhias aéreas disponibilizem, de forma gratuita, e no momento do embarque, lacres identificadores ou chips rastreáveis para os consumidores fixarem em suas malas.
A medida surge após o polêmico caso das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, presas na Alemanha por 38 dias, após terem as malas trocadas por bagagens com drogas, e busca aumentar a segurança dos pertences dos passageiros.
Segundo dados da Sita, empresa especializada em tecnologia para o setor aéreo, o índice de bagagem extraviada teve queda de 50% nos últimos dez anos. Ainda assim, são cerca de 25 milhões de malas perdidas por ano em todo o mundo. São 5,6 malas extraviadas para cada mil passageiros de avião.
Ainda segundo a Sita, 75% dos casos são malas que chegam atrasadas, 20% são malas danificadas e 5% são de bagagem perdida ou roubada.
O projeto agora seguirá para a análise das Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados e, depois, para a apreciação em Plenário. Segundo Rosana, a segurança dos passageiros e de suas bagagens é fator primordial e, por isso, é necessário que as companhias tenham como garantir a integridade dos itens despachados:
Precisamos dar uma resposta à altura ao recente caso orquestrado por uma organização que atua internacionalmente no tráfico de drogas e que utilizou a bagagem das brasileiras para cometer crime. As duas cidadãs não conseguiram comprovar de imediato que as etiquetas de suas malas haviam sido trocadas e ficaram detidas na Europa por mais de um mês, contraindo, inclusive, neste tempo, uma infecção bacteriana. Nosso objetivo é evitar violações das bagagens e garantir mais segurança aos passageiros, inclusive contra essas quadrilhas", argumenta a parlamentar do PL.
Por isso, a proposta de Rosana também estabelece a responsabilidade das próprias empresas aéreas quanto à integridade das bagagens, bem como prevê medidas sejam tomadas imediatamente em caso de descumprimento das disposições da lei, caso seja aprovada e sancionada pelo presidente da República.
Sobre as tais medidas, em caso de violação dos lacres identificadores ou dos chips rastreáveis, a deputada explica que as companhias aéreas deverão providenciar a reparação imediata, ou a reposição da bagagem:
Nossa ideia é incentivar a adoção de boas práticas no setor da Aviação Civil, contribuindo para a melhoria do atendimento aos seus consumidores e o fortalecimento da segurança no setor. Afinal, o crime acontece onde há fragilidade", reforça Rosana.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Frente fria traz garoa e frio intenso para São Paulo nesta semana

Moraes dá 48 horas para defesa de Bolsonaro explicar divulgação de carta lida por Flávio nas redes

Petróleo dispara com nova escalada entre EUA e Irã e mercado teme impactos globais

Propostas do governo Trump para flexibilizar venda de armas preocupam especialistas sobre impacto no tráfico internacional

Ônibus furtado invade imóvel na Cidade Tiradentes e motorista foge após colisão

Falso assalto termina com dois funcionários baleados por policial de folga na Zona Leste de São Paulo

Petróleo dispara com nova escalada entre EUA e Irã e mercado teme impactos globais

Os 5 ataques cibernéticos mais comuns: Como evitar ser a próxima vítima