Detidas na Alemanha por tráfico de drogas, duas brasileiras estão presas há um mês

Marina Roveda Publicado em 10/04/2023, às 08h45
Duas brasileiras, Kátyna Baía, personal trainer, e Jeanne Paollini, médica veterinária, estão presas há um mês na Alemanha por tráfico internacional de drogas, apesar de alegarem inocência.
“Nós nunca convivemos nesse ambiente. Dói muito ficar aqui todo dia. Eu acordo e penso: ‘Meu Deus, esse pesadelo ainda não acabou’’", desabafa Jeanne, que se encontra em um presídio feminino em Frankfurt.
De acordo com a polícia, o incidente ocorreu no maior aeroporto do Brasil, o Internacional de Guarulhos, onde quadrilhas do tráfico internacional de drogas costumam agir com frequência. As etiquetas com drogas foram colocadas nas malas das brasileiras atrás de uma pilastra, ponto cego das câmeras de segurança.

“A Polícia Federal conseguiu comprovar que aquelas passageiras são inocentes. Indicando quem seriam realmente os culpados do fato do crime ocorrido”, afirma Bruno Gama, delegado da Polícia Federal - GO. E acrescenta: “A Polícia Federal está transmitindo todo o conteúdo probatório da investigação para as autoridades na Alemanha”.
No entanto, a Justiça alemã exige que as provas cheguem através do governo brasileiro. Esta semana, a PF prendeu seis pessoas envolvidas na quadrilha que trocou as etiquetas das malas de Kátyna e Jeanne.
A concessionária responsável pelo aeroporto afirma que o manuseio das bagagens é de responsabilidade das companhias aéreas e que, quando ocorrem incidentes, se reúne com as autoridades para discutir melhorias nos protocolos de segurança. A Latam, empresa pela qual Kátyna e Jeanne viajaram, disse apenas que colabora com a investigação e que está em contato com as famílias das brasileiras presas.
A Orbital, empresa que emprega os dois presos esta semana, informa que verifica os antecedentes criminais dos funcionários antes das contratações e que o tráfico de drogas é um problema de segurança pública.
O consulado brasileiro em Frankfurt está prestando assistência às famílias. Já a polícia alemã disse que não está autorizada a dar informações sobre casos individuais.
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