A confirmação foi feita na última sexta-feira (27)

Thais Bueno Publicado em 28/01/2023, às 17h37
Recentemente, policiais fizeram uma descoberta extremamente chocante sobre o caso da mineira Renata Ferreira Sampaio, de 50 anos de idade, que estava desaparecida desde o dia 16 de outubro de 2022.
De acordo com informações do G1, na última sexta-feira (27), a Polícia Civil confirmou que ela foi, de fato, assassinada de forma cruel. Ela era de Iturama, Minas Gerais, e tinha sido vista pela última vez em Prata - foi quando a família procurou os agentes para pedir ajuda.
Conforme relatado pela polícia, Luciene Teodoro de Andrade, amiga de Renata, e o filho dela, Eduardo José de Andrade, teriam cometido o assassinato. Ambos foram presos na última quinta-feira (26), em Iturama, e admitiram o crime.
Vale mencionar que os dois criminosos também estão sendo investigados pelo latrocínio duplo (roubo seguido de morte) de um auditor fiscal e da mãe dele em Goiânia, capital de Goiás.
O marido de Luciene, José Eterno de Andrade Filho, também foi detido por ter participado do crime contra o auditor fiscal e sua mãe. Além disso, as vítimas encontradas em Goiás também são parentes dos suspeitos.
Segundo descoberto pela Polícia Civil, Renata tinha deixado Iturama para ir até a cidade de Prata para visitar a amiga e o afilhado. No dia 16 de outubro, contudo, eles tiveram uma discussão e a vítima foi esganada e esquartejada por ambos.
As partes do corpo da mulher foram colocadas em sacos, que foram descartados em uma área na zona ruralentre Campina Verde e Iturama. Até o momento de publicação desta reportagem, os restos mortais dela não tinham sido encontrados pelos agentes.
Nas redes sociais, Luciene comentava as fotos da amiga Renata com demonstrações de carinho. Um comentário dela prova isso: "Tá linda, comadre". Em depoimento para a TV Integração, os parentes da vítima disseram que "as duas tinham uma grande amizade".
Depois do homicídio de Renata, a acusada Luciene se mudou para Ituiutaba junto da família. Em janeiro deste, o trio foi para Goiânia e ficou, por um tempo, morando na casa do auditor fiscal Carlos Alberto Barbosa, 64, e da mãe dele, Sebastiana Aparecida Barbosa, 85, que era tia de Luciene.
De acordo com os policiais civis, então, o auditor fiscal foi assassinado no dia 19 de janeiro e retirado do apartamento. Os criminosos colocaram-no em uma cadeira de rodas, tiraram-no do prédio e colocaram-no dentro do carro dele.
Depois disso, os bandidos abandonaram o corpo dele na divisa de Goiás com Minas Gerais.
O processo foi praticamente o mesmo com a mãe de Carlos Alberto. Ela foi morta na última quinta-feira (26). Em seguida, foi retirada na cadeira de rodas, colocada em um carro e abandonada em Professor Jamil (GO). O corpo foi encontrado no mesmo dia e possuía traços de violência.
Câmeras de segurança flagaram o momento em que os bandidos retiraram os corpos das vítimas do prédio. Conforme apurado pelos investigadores, o trio cometeu o crime para roubar joias, dinheiro e um carro para pagar dívidas que tinham com agiotas.
Em entrevista ao G1 Goiás, o delegado Rhaniel Almeida contou que tudo foi descoberto depois que encontraram o corpo sem vida de Sebastiana em Professor Jamil (GO).
"Eles se envolveram em um acidente em Professor Jamil, retiraram o corpo da idosa e levaram para o outro lado da pista. Quando eles foram abordados pela PRF, já não estavam com ela no carro. Para retirá-los do prédio, eles saíram em um horário de pouca movimentação, por volta de 2h30".
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