A mulher, que foi internada três dias depois da lipo e chegou a entrar em coma, denunciou o médico

Vitória Tedeschi Publicado em 10/01/2023, às 14h12
A servidora pública Indialma Antunes de Oliveira, de 43 anos, denunciou à Polícia Civil que teve parte da perna e dedos da mão e do pé amputados após realizar uma lipoaspiração feita nas costas e no abdome, que teria desencadeado uma infecção generalizada.
Nesta terça-feira (10), ela prestou depoimento contra o médico à Polícia Civilpara dar andamento na investigação por lesão corporal que lhe rendeu consequências permanentes. Ela detalha que sua vida já não é a mesma, nem em situações básicas do cotidiano.
Fiquei com marcas e cicatrizes pelo meu corpo inteiro, além de furos no bumbum. Hoje, não posso mais fazer coisas que eu gostava, como trilhas, atividades físicas, viajar de moto, até dirigir um carro, que agora só se for adaptado", desabafou Indialma ao g1.
A vítima é defendida pelo advogado Fabrício Póvoa no processo judicial e na investigação policial, que explicou também ao mesmo portal que a servidora ainda está com um processo em andamento na Justiça do Tocantis, onde pede reparação de danos morais.
Segundo ele, o procedimento foi realizado em julho de 2021, em Goiânia, e mais de um ano depois, a servidora diz que não ainda não conseguiu voltar ao trabalho por conta da recuperação e teve que reaprender a viver com as novas limitações.
Por outro lado, a advogada, que defende defende o cirurgião plástico Fabiano Calixto Fortes de Arruda, afirma que não houve erro médico durante o procedimento nem intercorrências.
A amputação dos membros, segundo a defesa, se deu por causa de uma trombose que Indialma teve na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)de um hospital particular onde ficou internada após a lipoaspiração (leia a nota na íntegra abaixo).
"Em relação a informação sobre a cirurgia de lipoaspiração, informamos que a cirurgia foi bem sucedida, não ocorrendo nenhuma intercorrência durante o ato cirúrgico pela cirurgia plástica. Os exames pré operatório da paciente foram solicitados e estavam normais!
A paciente recebeu alta hospitalar e no dia seguinte, queixou de dor no peito, em casa, sendo encaminhada pelo cirurgião, e então atendida em hospital de referência de Goiânia onde não foi detectado nenhum alteração grave recebendo alta para casa no mesmo atendimento.
Mesmo com a orientação do Hospital de referência em Goiânia, com o acompanhamento clínico da equipe e do Cirurgiao Plástico, orientou-se a reinternação para melhor investigação clínica do quadro.
Paciente foi atendida por médico intensivista que iniciou os cuidados no hospital para prosseguir com toda investigação clínica, acompanhada do Cirurgião plástico.
Durante a evolução da paciente na UTI, paciente evoluiu com trombose arterial, relacionada a procedimento relacionado a passagem de cateter no membro inferior, que evoluiu com complicações que levaram a amputação do membro inferior, fato este não relacionado a cirurgia e sim ao procedimento específico realizado na passagem do cateter pela equipe da UTI.
O quadro de trombose arterial e de infecção relatados foram desenvolvidos durante a internação na unidade de cuidados intensivos e não tem relação com a cirurgia de lipoaspiração.
As intercorrências médicas ocorridas com a paciente são inerentes ao exercícios da profissão, não é sinônimo de "erro médico" e sim de consequência inevitável da evolução clinica, mesmo com a adoção de todos os protocolos adotados e acompanhamento integral do cirurgião".
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