A menina de três anos foi posteriormente diagnosticada com gastroenterite e familiares denunciaram a pediatra

Nathalia Jesus Publicado em 21/09/2022, às 09h46
Uma pediatra que trabalhava no Hospital Belo Horizonte, localizado na região Noroeste da capital mineira, no último domingo (18), receitou 850 ml de água para uma criança de três anos que apresentava sinais de infecção, como vômito e diarreia.
Em entrevista para O Tempo, a tia e madrinha da menina, Natasha Rocha, de 31 anos, contou que a afilhada começou a passar mal na madrugada de sábado (17), mas foi somente no domingo que a família conseguiu levar a menina ao hospital.
"Ela passou o fim de semana bem quietinha, não se alimentou e bebendo poucos goles de água e leite materno, mas sem febre. No domingo ela tava bem apática e resolvemos levar para o Hospital Belo Horizonte. Chegamos por volta de 18h e, após a triagem, conseguimos atendimento 4h depois", disse a madrinha.
Na consulta, a médica teria dito que a menina não precisaria se submeter a nenhum tipo de exame, precisaria somente de água pois estava desidratada e algumas gotas de dipirona caso sentisse dor.
"Ela teve a coragem de mandar a receita só com água. Minha irmã e nossa mãe pediram para ela fazer exames e a pediatra disse que faria no máximo de urina, pois a minha sobrinha estava pedindo muito para urinar e suspeitávamos de infecção", comentou Natasha.
Depois de realizado o exame por conta da insistência da família, a pediatra pontuou que existia uma alteração, mas por má higienização das partes íntimas da garotinha.
Mesmo com o suposto diagnóstico, a família decidiu encaminhar a criança para outra unidade de saúde, onde conseguiram o diagnóstico correto, além do tratamento adequado.
"Saímos de lá indignadas, mas, na segunda-feira (19), ela piorou e precisamos levá-la para outro hospital, no Barreiro. Lá ela foi atendida super rápido, colocaram ela no soro com medicação e passaram uma série de medicamentos, para reposição da flora intestinal e outras coisas. Ela já saiu de lá com uma cor nos lábios, mais tranquila e menos queixosa. Por isso resolvemos denunciar, para que isso não aconteça com mais ninguém", detalhou Natasha.
O Hospital Belo Horizonte foi procurado pela equipe de reportagem do O Tempo, mas não se pronunciou sobre o caso.
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