Autoridades da Saúde alertam para população se prevenir contra a doença. Foram registrados outros quatro casos suspeitos

Jair Viana Publicado em 28/07/2022, às 15h32
Está confirmado, em Santos, litoral sulde São Paulo, o primeiro caso de monkeypox, conhecida popularmente como varíola dos macacos. A Vigilância Epidemiológica de Santos informou que a descoberta do caso foi nesta quarta-feira (27). A confirmação colocou em alerta todas as autoridades da Saúde na região.
O laudo do Instituto Adolfo Lutz, responsável por analisar os testes colhidos em todo o Estado de São Paulo, aponta que o paciente é homem, adulto. Segundo os médicos, ele apresenta boa evolução do quadro de saúde e está isolado em sua residência.
O monitoramento do homem é feto pela Secretaria de Saúde de Santos. Há outros casos quatro casos suspeitos da doença, na cidade, que também estão em isolamento domiciliar.
O mais conhecido da varíola dos macacos é o surgimento de lesões com aparência de espinhas ou bolhas que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus. Outros sintomas são: caroço no pescoço, axila e virilha.
As autoridades alertam que quem apresentar os sintomas deve procurar uma das 32 policlínicas, que atendem das 8h às 16h, ou uma das três Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), que atendem ininterruptamente, para que a Secretaria de Saúde possa fazer o monitoramento. Recomenda-se também o isolamento, evitando o contato com pessoas, por 21 dias.
Como medida de prevenção, a Vigilância Epidemiológica de Santos reforça o pedido das medidas de prevenção à varíola dos macacos, que são:
- Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
- Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;
- Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;
- Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
- Uso de máscaras, protegendo contra gotículas de saliva, entre casos confirmados e contactantes.
Outra observação que as autoridades julgam importante, é sobre a transmissão. Elas destacam que o surto da doença não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. A transmissão ocorre entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual.
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