O presidente ainda reforçou que a parceria entre as nações não são uma ameaça ao G7 ou G20

Juliane Moreti Publicado em 22/08/2023, às 16h34
Nesta terça-feira (22), em Joanesburgo, o presidente Lula reforçou o papel do BRICS nas discussões políticas e econômicas globais, acrescentando que a parceria entre as nações não representa uma ameaça ao G7 ou G20.
''A gente não quer ser contraponto ao G7. A gente não quer ser contraponto ao G20. A gente não quer ser contraponto aos Estados Unidos. A gente quer se organizar. A gente quer criar uma coisa que nunca teve, nunca existiu'', explicou Lula durante a 'Conversa com o Presidente'.
BRICS é o bloco formado entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que pode ser capaz de trazer um ''novo horizonte'' para as instituições multilaterais estabelecidas que precisam de adaptações, não sendo igual ao G7, considerado um ''grupo fechado dos ricos''.
Não queremos isso (ser um clube fechado). Queremos criar uma instituição multilateral e que a gente possa propor algo diferente'', explicouo presidente, que ainda citou a ONU como um dos caminhos para o ''poder de governança''.
''Temos quase 100 anos de funcionamento das instituições multilaterais. Algumas funcionaram e hoje não funcionam mais'', começou a comentar antes de explicar uma possível solução para questões globais, conforme informações do portal do governo.
''Hoje a ONU tem pouca representatividade. Precisamos utilizar a ONU para tentar encontrar a paz no mundo. A ONU precisa ser forte. Se a ONU não tiver um poder de governança, a gente não resolve a questão climática'', disse, como um exemplo.
''É preciso ter uma governança mundial que em determinadas circunstâncias decida e que a gente seja obrigado a cumprir'', reforçou, ao exemplificar com o Acordo de Paris e o Protocolo de Kyoto.
Ainda defendendo o BRICS, Lula relembrou que as relações comerciais o Brasil e os integrantes cresceram cerca de 370%, o que demonstra que ''podemos nos transformar em países importantes'', e não sermos ''segunda categoria''.
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