Agora, as emendas de relator só poderão ser usadas para correções no projeto de lei orçamentário

Mateus Omena Publicado em 19/12/2022, às 16h07
Em uma votação apertada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira (19) considerar as emendas de relator, conhecidas como orçamento secreto, como inconstitucionais, marcando o fim da medida.
O mecanismo se tornou polêmico no ambiente político por dar sustentação e vantagens ao presidente Jair Bolsonaro (PL) em negociações no Congresso Nacional.
Para muitos opositores, a medida era vista como uma moeda de troca entre o governo federal e o legislativo, pois as emendas de relator não precisam ser distribuídas de forma igualitária entre os parlamentares.
A partir da decisão de hoje (19), as emendas de relator só poderão ser usadas para correções no projeto de lei orçamentário.
O julgamento foi encerrado com os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Lewandowski abriu a sessão e a ministra Rosa Weber, presidente do STF, votou contra o modelo atual das emendas do relator. O último a votar foi o ministro Gilmar Mendes, que tomou o rumo oposto aos outros e se juntou à ala que defendia a manutenção das emendas, contato que tivessem mais critérios de transparência e distribuição de verbas.
Por 6 a 5, o tribunal enterrou a medida, marcando uma derrota ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tinha no mecanismo a principal moeda de troca para acordos políticos no Congresso.
A ala contrária ao orçamento secreto era encabeçada pela ministra Rosa Weber e formada pelos ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Além de Lewandowski.
Na última quarta-feira (14), a presidente do STF declarou que o modelo das emendas do relator violava princípios da transparência e do acesso à informação, além de ser usado para atender a interesses paroquiais de parlamentares, sem critérios técnicos.
Leia também

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigação interna afasta hipótese de arrastão na Estação Luz do metrô de SP

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump