O deputado federal fez também diversas criticas ao PT e ao presidente Lula

Mateus Omena Publicado em 28/06/2023, às 15h32
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) causou polêmica nesta terça-feira (27), ao fazer críticas a um núcleo da Igreja Batista por apoiar o movimento LGBTQIAPN+.
No vídeo, o político, que também é apoiador de Jair Bolsonaro, declarou que se trata de um “culto específico para homossexuais”.
Embora não tenha mencionado o nome do “Movimento Cores” da Igreja Batista da Lagoinha, os internautas rapidamente associaram suas declarações ao referido grupo.
O parlamentar também criticou o apelido de “coloridos” dado aos homossexuais e expressou sua preocupação com a repercussão do pecado com esse tipo de abordagem.
“Nikolas, isso aí é de onde? Foi o Jean Wyllys que fez isso? Foi o PSOL, foi o Lula? Não, o Lula não deve nem saber escrever o ‘Jesus pra todos’, né? Mas não foi ele. Isso aqui é de uma igreja gigantesca daqui do Brasil, eles têm um culto específico para homossexuais”, afirmou Nikolas em sua pregação.
Nikolas enfatizou que a igreja deve receber todas as pessoas, independentemente de seu pecado, no entanto, criticou a forma como essa recepção está sendo conduzida. Para ele, chamar os homossexuais de coloridos é uma forma de colocar “pompom no pecado” e glamourizar algo que, segundo sua perspectiva, pode levar ao inferno.
De acordo com Nikolas, atrair pessoas com entretenimento e emoções superficiais pode até funcionar inicialmente, mas a permanência delas na igreja dependerá do verdadeiro evangelho.
“O evangelho realmente precisa ir lá nas suas entranhas, assim como o Espírito Santo vai lá na divisão da tua alma e do teu espírito, e te convence do pecado, da justiça, do juízo. Ele precisa de confronto. Porque no mesmo lugar que tem conforto não vai ter crescimento”, afirmou.
O “Movimento Cores” foi fundado pela pastora Priscila Coelho, e ocorre em uma das filiais da Igreja Batista Lagoinha, no Centro de Belo Horizonte.
O foco do encontro é o acolhimento de diversas “tribos sociais”, principalmente a comunidade LGBT. Vale destacar que a igreja agora é liderada pelo pastor André Valadão, que está realizando uma série de cultos criticando o movimento LGBTQIA+.
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