Afastado do cargo, o governador do Distrito Federal prestou esclarecimentos à Polícia Federal

Manoela Cardozo Publicado em 16/01/2023, às 11h28
Ibaneis Rocha (MDB), governador afastado do Distrito Federal, prestou depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (13).
De acordo com informações do G1, ele afirmou que o Exército impediu a retirada do acampamento de bolsonaristas localizado em frente ao Quartel-General, em Brasília.
Ao comparecer à sede da corporação para dar esclarecimentos, Ibaneis, que foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moares, pelo prazo inicial de 90 dias, deu detalhes do que aconteceu.
Segundo o político, o acampamento estava instalado em uma área "sujeita a administração do comando do Exército" e que o Governo do Distrito Federal "manteve contato com os comandantes militares para organizar a retirada pacífica dos acampados".
Ibaneis explicou ainda que a data de 29 de dezembro de 2022 foi definida para o início da retirada dos bolsonaristas, mas o prazo foi "sustado por ordem do comando do Exército".
Para complementar, o governador afastado afirmou que algumas barracas até chegaram a ser removidas, mas agentes do DF Legal e policiais militares não conseguiram terminar o trabalho por "oposição das autoridades militares".
Em depoimento, Ibaneis Rocha chegou a afirmar que as tratativas com o Exército estavam nas mãos da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e que a equipe de transição do governo federal "tinha conhecimento da oposição do Exército na retirada dos acampamentos".
Finalizando, Ibaneis esclareceu aos policiais federais que, depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorreu a desmobilização dos acampamentos e que, inclusive, o GDF ajudou os bolsonaristas que estavam deixando a capital, "fornecendo passagens de ônibus e na retirada de algumas barracas".
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