O homem afirmou que levou para o DF apenas R$ 150

Nathalia Jesus Publicado em 13/01/2023, às 10h21
Kingo Takahashi, um dos bolsonaristas extremistas presos pelo ataque ao Congresso Nacional e Palácio do Planalto, afirmou em seu depoimento à polícia que teve as suas despesas pagas no período em que passou em Brasília.
Segundo a apuração do G1, o empresário de Votuporanga, interior de São Paulo, revelou que parte do grupo que se instalou em frente ao Quartel-General do Exército realizou uma 'vaquinha' para custear a permanência no local de quem quisesse ir até Brasília.
Em seu relato dos eventos, o bolsonarista radical também disse que "trouxe R$ 150" para ficar no Distrito Federal. Além disso, ele afirmou não saber a identidade dos organizadores do acampamento do QG.
"Vamos derrubar os bandidos. Vamos acabar com esses vagabundos. Isso é melhor que show de rock”, disse Kingo em um dos vídeos que compartilhou nas redes sociais durante os ataques à Praça dos Três Poderes. No registro ele aparece em perto da rampa do Congresso, local invadido pelo grupo extremista.
Em uma fotografia também divulgada pelo próprio empresário, ele aparece sentado em uma cadeira vermelha que faz parte do acervo do Congresso e os pés aparecem encostados em um móvel.
Kingo faz parte do grupo bolsonarista que foi preso em flagrante por “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Assim como os outros, o empresário foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Até o fim da manhã da última quarta-feira (12), cerca de 1.200 pessoas haviam sido presas e apontadas como parte do ataque de vandalismo contra às sedes dos Três Poderes.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgou uma lista com os nomes dos detidos pelo vandalismo aos prédios do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e Câmara dos Deputados.
Durante a invasão no dia 8 de janeiro, criminosos depredaram e roubaram vidraças, móveis, obras de arte, objetos históricos e presentes de chefes de Estado dados aos representantes do poder Executivo brasileiro, além de terem subtraído documentos e armas.
O prejuízo do ataque golpista calculado até o momento corresponde à R$ 3 milhões apenas na Câmara dos Deputados.
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