Thiago Albuquerque falou sobre o número de ameaças que recebeu após o vídeo

Manoela Cardozo Publicado em 13/01/2023, às 12h38
A foto de um funcionário do Banco do Brasil foi divulgada nas redes sociais com a falsa alegação de que ele seria o homem que defecou sobre um móvel de uma sala do Supremo Tribunal Federal (STF), na invasão do último domingo (08).
Segundo Marco Faustino, do Aos Fatos, a instituição bancária desmentiu a veracidade do fato e o empregado precisou apresentar provas de que, no momento dos ataques, estaria em Alexânia (GO), cidade a 420 quilômetros de Brasília.
"O BB apurou e afirma que não se trata de funcionário do BB citado em boatos que circulam nesta fake news que surgiu nas redes sociais. O banco destaca que desconhece a identidade da pessoa que aparece no vídeo, assim como não há indícios de que se trate de um funcionário do BB na cena lamentável", alega a nota do Banco do Brasil.
Em entrevista concedida à BBC Brasil, Thiago Albuquerque disse que informou para a área de segurança do banco que estava fora de Brasília no momento dos atos criminosos.
Ele explicou que apresentou como prova o extrato de transações no pedágio na cidade de Alexânia (GO) no sábado (07), quando teria partido do Distrito Federal, e na noite de domingo, teria retornado à capital federal apenas depois das 22h.
Thiago ainda afirmou que recebeu inúmeras ameaças através das redes sociais, o que fez com que ele precisasse abandonar temporariamente a casa onde vivia
"Eu estava tomando café, assistindo noticiário sobre a gravidade (da invasão), com tudo quebrado em Brasília e algumas pessoas indo presas e tudo mais. E aí um colega do banco me mandou uma mensagem no WhatsApp perguntando se eu já tinha conhecimento dos boatos que estavam envolvendo o meu nome e me mandou o vídeo da pessoa supostamente defecando numa mesa", explicou.
Prestando esclarecimentos, ele disse que nem ao menos se parece com o vândalo: "Meu tipo físico é bem diferente, eu sou bem mais gordinho, o cara é magro e tudo. E eu parto do princípio que, se você não tem certeza em identificar uma pessoa, você não deve fazer isso".
Em conclusão, o Banco do Brasil relatou que as medidas administrativas foram tomadas para apurar o envolvimento de quaisquer funcionários que possam ter descumprido normas internas.
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