A proposta foi apresentada na Câmara pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP)

Mateus Omena Publicado em 09/07/2023, às 14h33
Um projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados nesta semana para tentar manter sob o porte de policiais aposentados, para defesa pessoal, armas de fogo de propriedade do Estado usadas em serviço.
A proposta partiu do deputado Capitão Augusto (PL-SP), policial de carreira e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defensor da ampliação da posse e do porte de armas.
Segundo o texto do projeto, será "permitido que o policial militar ou civil, após a sua aposentadoria ou inatividade, possa permanecer com a arma de fogo de propriedade do Estado que utilizou em serviço, na condição de fiel depositário".
O projeto de lei estabelece que o policial seja proibido de transferir a posse da arma a terceiros e que o item permanecerá como propriedade do Estado, ficando apenas sob a responsabilidade do policial.
Por outro lado, existem também alguns requisitos previstos para que um agente aposentado possa permanecer com a arma, como ter pelo menos 20 anos de carreira e submeter-se à avaliação psicológica periódica para verificar sua aptidão para portar arma de fogo. O profissional também deve comprometer-se, por meio de termo de responsabilidade, a utilizar a arma de fogo exclusivamente para defesa pessoal. Caso descumpra algum dos requisitos, o policial perderá o direito de permanecer como fiel depositário da arma.
Embora o projeto tenha sido protocolado na Câmara, ainda não há previsão de virar lei. Antes, precisa ser analisado por comissões temáticas e votado em plenário por todos os deputados. Depois, debatido no Senado. Se aprovado, necessita de sanção pelo presidente da República para então ser válido no país.
O deputado Capitão Augusto justificou que a proposta "vem em benefício daqueles que dedicaram suas vidas à proteção da nossa sociedade", que "enfrentam desafios diários, colocando suas vidas em risco". Por isso, "é dever do Estado defender esses profissionais, inclusive, após sua aposentadoria".
"Ao longo dos anos de serviço na área de segurança pública, [...] esses profissionais estão expostos a riscos e podem se tornar alvos de retaliação, mesmo após a aposentadoria. Por isso, é de fundamental importância que tenham o direito de proteger a si mesmo e sua família", alegou.
Capitão Augusto também argumentou que o policial "demonstrou sua perícia e sua capacidade de zelar pelo armamento de forma responsável ao longo dos anos de serviço, passando por treinamentos rigorosos e tendo um conhecimento profundo sobre a importância da segurança". "Portanto, negar-lhes o direito de manter consigo a arma com que serviram à proteção da sociedade é uma medida injustificável", completou.

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Caso Deolane: delegada faz revelação bombástica que pode mudar rumo da investigação

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Por que Ricardo Gontijo se tornou um dos empresários mais controversos da construção civil

Polícia fecha fábrica clandestina que reutilizava whey vencido e alterava validade no interior de SP

MP aponta que vereador era o verdadeiro controlador de empresa investigada por lavar dinheiro do PCC

Quem é Senival Moura, vereador preso em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Michelle Bolsonaro pede união entre aliados após atrito com Flávio Bolsonaro

Mãe de menino e auxiliar de enfermagem são encontrados mortos após tentativa de sequestro em SP

Vereador do PT é preso em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo