Ele foi condenado pelo crime no último dia 21 de novembro

Thais Bueno Publicado em 30/11/2022, às 15h26
O policial civil Carlos Ricardo Ferreira foi condenado a 17 anos de prisão após estuprar de forma horrível uma mulher, que estava presa na carceragem da delegacia de Barueri, região metropolitana de São Paulo, em março deste ano.
A sentença foi proferida no último dia 21 de novembro pelo juiz Fábio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A jovem estuprada tinha apenas 18 anos de idade e estava detida quando o abuso sexual ocorreu. Depois que reportagens sobre a violência sofrida pela vítima começaram a ganhar notoriedade da mídia, outras duas detentas denunciaram que foram assediadas e ameaçadas pelo mesmo policial civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, depois que a adolescente denunciou a violência sofrida, diversos laudos periciais foram feitos. A vítima também realizou exames apontaram a existência de PSA prostático (uma espécie de enzima) de material genético masculino no organismo dela.
Outro documento ainda mostrou que a calça da menina estava rasgada.
O juiz que julgou o caso afirmou o seguinte: "Não há dúvida de que o réu era o carcereiro em exercício na cadeia de Barueri na ocasião dos fatos e ele mesmo admitiu que manteve conjunção carnal com a vítima, embora tenha afirmado que o ato foi consentido".
O policial civil Carlos Ricardo Ferreira, então, foi condenado a nove anos de prisão por estupro de vulnerável, com aumento de pena por ter exercido autoridade sobre a vítima, já que é agente público e a mantinha sob custódia.
No fim, a sentença total será 17 anos de reclusão em regime inicial fechado.
O juiz Fábio Calheiros do Nascimento ainda solicitou que o carceireiro perdesse seu cargo. "A violência sexual, um dos crimes mais graves possíveis, foi cometida nas dependências do órgão estatal, contra uma mulher que estava sob custódia do Estado, presentado na ocasião pelo réu na condição de agente público".
No momento, o réu está preso preventivamente e pode recorrer.
Amadeu de França, advogado da vítima, revelou ao R7 que a moça está trabalhando e tentando se recuperar do trauma sofrido. Amadeu acredita que mais vítimas possam contar possíveis abusos por parte do policial depois da condenação dele.
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