O tiroteio entre Jorge Guaranho e Marcelo Arruda, segundo o MP, teve motivação política

Jair Viana Publicado em 26/07/2022, às 11h36
Foram 13 tiros disparados no confronto onde o tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, 50 anos, foi morto no dia 9 deste mês, em Foz do Iguaçu, segundo o laudo da Polícia Científica da cidade. Duas pistolas foram usadas: uma 380 e outra 40. Os peritos não informam qual arma era da vítima e qual era do assassino.
Ao Diário, o secretário municipal de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, coronel Marcos Antônio Jahnke, disse nesta terça-feira (26), que a pistola 380 foi usada por Marcelo Arruda. Todos os agentes da Guarda Municipal usam a 380, segundo Jahnke.
O crime aconteceu durante a festa de comemoração dos 50 anos de Marcelo, que era um dos dirigentes do PT na cidade. A festa tinha como tema uma homenagem ao ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva (P) e ao próprio partido.
Depois de ver imagens da festa, no celular do vigilante Claudinei Coco Esquarcini, o policial penitenciário Jorge Guaranho foi ao local e teria dado início a uma discussão política. Esquarcini, oito dias após o assassinato de Arruda, foi encontrado morto em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Segundo a Polícia Civil, Guaranho já teria chegado ao local gritando: “Mito, mito. Aqui é Bolsonaro!” Vítima e acusado discutiram. O agressor deixou a Aresf, local da festa, indo para sua casa deixar esposa e filho. Logo depois, segundo a Polícia, ele retorna à festa e inicia o ataque, disparando tiros que atingiram a vítima.
O guarda municipal, mesmo atingido pelos disparos, caído, atirou e acertou vários tiros no acusado, que caiu e foi agredido por outras pessoas. Arruda morreu e o acusado foi socorrido e está internado, já fora de perigo.
Jorge Guaranho virou réu na ação penal proposta pelo Ministério Público, que diferente da conclusão da Polícia, entende que, embora não se comprove legalmente o crime político, a motivação teria sido política.
Na denúncia, os promotores de Justiça Tiago Lisboa Mendonça e Luís Marcelo Mafra Bernardes da Silva, afirmam que o crime foi praticado por “motivação fútil por preferências político-partidárias antagônicas”. Guaranho está internado sob escolta policial, já que a Justiça decretou sua prisão preventiva.
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