O caso foi comentado até pelo presidente dos EUA, que considera a medida 'inaceitável'

Vitória Tedeschi Publicado em 04/08/2022, às 15h58
A jogadora de basquete americana Brittney Griner, detida na Rússia desde fevereiro deste ano, foi condenada nesta quinta-feira (4) a cumprir 9 anos de prisão por tráfico de drogas com intenção criminosa.
Depois de um longo julgamento, que durou cerca de 7 meses, o tempo de detenção foi definido por um tribunal após a prisão de Brittney na posse de vapor líquido à base de cannabis ao chegar em Moscou. Além de uma multa de 1 milhão de Rublos, cerca de R$85.650.
"O tribunal considerou a ré culpada" de posse ilegal e tráfico de "uma quantidade significativa" de droga, disse a juíza Anna Sotnikova, segundo um jornalista da AFP presente no tribunal de Khimki, perto de Moscou.
Após a leitura do veredito final, ficou definida uma sentença quase máxima para a jogadora. De acordo com o juiz, ela terá de cumprir a pena em uma colônia penal na Rússia. A defesa de Griner disse que vai protestar contra o veredito.
"Nós estamos muito desapontados com o veredito. Como advogados, nós acreditamos que a corte deve ser justa com todos, independentemente da nacionalidade. A corte ignorou completamente todas as evidências da defesa e, o mais importante, a declaração de culpa", afirmaram.
Durante o julgamento, Griner afirmou que não tinha a intenção de traficar drogas para a Rússia. Ela defende o UMMC Ekaterinburg desde 2014 durante os intervalos da WNBA. Segundo ela, a maconha medicinal seria para tratar suas lesões crônicas.
Eu cometi um erro honesto. E espero que, pelas suas leis, não acabe com a minha vida aqui - disse Griner.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ainda divulgou uma declaração logo após a sentença. De acordo com o governante, o veredito de Griner é "inaceitável".
"Hoje, a cidadã americana Brittney Griner recebeu a sentença de prisão que é mais um lembrete do que o mundo já sabe: a Rússia está detendo Brittney de forma errada. É inaceitável, e eu digo para que a Rússia a libere imediatamente para que ela possa estar com sua mulher, suas pessoas amadas, amigos e companheiras de time. Minha administração vai continuar a trabalhar incansavelmente e buscar todas as possibilidades para trazer Brittney e Paul Whelan (cidadão americano preso em 2018 sob a acusação de espionagem) para casa em segurança o mais breve possível", afirmou o presidente.
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