A tentativa do crime ocorreu na madrugada da última terça-feira (18)

Thais Bueno Publicado em 22/10/2022, às 18h03
Cristina Pinheiro, de 41 anos de idade, foi vítima de uma tentativa de estupro na madrugada da última terça-feira (18) em Apiaí, no interior de São Paulo.
Para tentar fugir do agressor, ela reagiu de forma surpreendente: mordendo a mão dele e distribundo vários gritos altíssimos.
Quando o abusador percebeu que não conseguiria cometer a violência sexual e viu algumas pessoas se aproximando do local, decidiu fugir.
A Polícia Civil já informou que está investigando o caso para achar o suspeito.
A vítima é auxiliar de serviços gerais e conversou com o G1 sobre o trauma do ocorrido. Ela deu detalhes e contou que um homem a abordou de repente enquanto ela voltava da casa do namorado, por volta do horário da 1h00 da manhã.
Conforme dito por Cristina, o agressor pegou-a “por trás e jogou no escuro". Devido à escuridão, ela afirmou que não conseguiu ver o rosto dele; porém, percebeu que ele usava uma blusa verde e uma calça marrom.

"Meu namorado insistiu para me levar em casa, mas eu disse que não precisava e voltei caminhando sozinha. Foi quando um cara me agarrou e tentou me estuprar. Eu comecei a gritar, mas ele tampava a minha boca. Eu esperneava e mordia ele. Foi um momento de terror".
Pinheiro revelou que apenas conseguiu se soltar do bandido quando ele mesmo a largou, pois notou um grupo de adolescentes passando por perto. Depois disso, ela confirmou que chamou a polícia.
"A polícia me socorreu e me levou ao hospital. Sofri vários ferimentos. Ele cortou meu rosto, a minha barriga e a minha perna. Eu não sei qual o objeto cortante ele estava usando, mas era muito afiado. A todo o momento ele tentava abusar de mim, mas eu mordia a mão dele".

A auxiliar de serviços gerais já registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Apiaí. No entanto, ela diz que, como ele ainda não foi preso, tem medo de sair de casa. "Estou assustada", ressaltou.
Após o G1 contatar a Polícia Civil, eles confirmaram que a mulher não foi estuprada, mas sofreu agressões físicas e que as investigações pela busca do criminoso seguem a todo o vapor.
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