As armas roubadas foram encontradas no Rio de Janeiro, há suspeitas de que foram oferecidas ao Comando Vermelho

Milleny Ferreira Publicado em 20/10/2023, às 10h03
Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército, exonerou nesta sexta-feira (20) o diretor do Arsenal de Guerra de Barueri, em São Paulo, Rivelino Barata de Sousa Batista, após a descoberta do furto de 21 metralhadoras, realizada por criminosos.
Ainda nesta última quinta-feira (19), oito metralhadoras foram recuperadas pela polícia no Rio de Janeiro, elas que já haviam sido negociadas com traficantes. Após essa descoberta, Paiva já havia antecipado que iria exonerar o diretor do Arsenal de São Paulo. Como substituto, o comandante nomeou o coronel Mário Victor Vargas Junior.
Segundo o portal Metrópoles, as armas a princípio estavam na Reserva de Armamentos, separadas pois iriam ser destruídas, segundo o Exército, os militares responsáveis pela fiscalização do arsenal conferem o cadeado e o lacre do espaço, mas não se atentaram a fazer a contagem das armas.
De acordo com as regras do Exército, nenhuma arma pode ser retirada da Reserva ou sair do quartel sem autorização. A instituição relata que a última movimentação das mesmas foi registrada no início de setembro. No dia 5, militares retiraram armamentos para usá-los em exercícios de instrução de soldados, mas foram devolvidos no dia seguinte.
Devido a isso, o Comando Militar do Sudeste acredita que o furto das metralhadoras aconteceu a partir do dia 6 de setembro.
As armas foram apreendidas em Gardênia Azul, na zona oeste do Rio de Janeiro, foram encontradas 4 metralhadoras .50 e outras 4 MAGs, calibre 7,62, pelos agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Estima-se que parte das armas furtadas do Exército de Barueri, teriam sido oferecidas ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
Esse tipo de armamento, que pesa em média 4,5 quilos cada, é capaz de derrubar helicópteros e aviões sem blindagem e atingir alvos a uma distância de até 2 quilômetros, de acordo com o especialista em segurança pública Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz.
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