O crime aconteceu em Teresina, no Piauí

Thais Bueno Publicado em 17/11/2022, às 18h41
Um estudante de medicina foi condenado, recentemente, pelo estupro de vulnerável contra pelo menos sete crianças em Teresina, no Piauí. Entre elas, estão sua prima e sua irmã mais nova.
O caso aconteceu em setembro do ano passado e somente agora foi possível colocar um ponto final nele, com a condenação do suspeito.
O agora ex-estudante foi condenado a 33 anos e oito meses de prisão pelos crimes. Contudo, ele sumiu há mais de um ano e nunca foi encontrado. Assim, ele foi julgado sem comparecer aos julgamentos.
De acordo com informações apuradas pelo G1, ele foi julgado por diversos delitos, mas foi condenado por apenas dois: os estupros contra a prima, de 12 anos, e a irmã, de apenas 9. Pelo estupro da irmã com então 3 anos, o réu foi absolvido.
O juiz Raimundo Holland Moura de Queiroz, da 5ª Vara Criminal de Teresina, determinou que, pelo abuso contra a prima, a pena é de 10 anos, 4 meses e 7 dias, por conta do abalo psicológico e relações domésticas.
Já contra a irmã, a condenção foi de 23 anos e 4 meses - consideraram-se pelo juiz o fato do homem ser irmão paterno da vítima, relações domésticas e, também, o sofrimento psicológico e traumático.
A decisão do juiz foi tomada no dia 8 de novembro, mas só veio a público agora.
A primeira denúncia da violência sexual foi feita pela prima. Ela estava visitando a casa da tia quando resolveu dar detalhes sobre o assunto. Em seguida, vieram os relatos das duas irmãs do acusado - elas contaram sobre o que ele fazia quando estavam assistindo à televisão ou jogando videogame no quarto dele.
Vale mencionar que o abusador estudava medicina em uma faculdade em Manaus; porém, depois do ocorrido, foi expulso da universidade e fugiu.
Assim que as mães das meninas souberam do crime, denunciaram para a polícia. O ex-estudante de medicina até chegou a mandar uma mensagem para a madrasta pedindo desculpas e admitindo a violência sexual. Após isso, não se teve mais sinal dele.
Ao G1, Juliana Nolêto, promotora da 47ª Promotoria de Justiça, comentou sobre a abertura de três inquéritos policiais, um para cada vítima; porém, todos eles foram transformados em um só processo por conta de as provas e testemunhas serem as mesmas.
Depois de ouvir relatos de defesa e acusação e reproduzir as provas, o processo chegou aos trâmites finais. A promotora afirma que o agressor ter fugido apenas prejudicou ele mesmo.
"Na minha opinião [essa fuga] prejudica somente a ele, porque não alterou a linha de raciocínio do Ministério Público, os pedidos foram formulados. Ele perdeu a oportunidade de esclarecer os fatos. De repente, ele podia ter alguma informação importante para elucidar a defesa dele. Mas, não houve embaraço para justiça, o juiz decretou à revelia dele, o processo transcorreu normalmente, não houve extrapolamento de prazo, tudo transcorreu na regularidade, tanto que já está concluído".
"É importante que ele seja localizado para o cumprimento da pena, caso ele seja condenado, porque ficará uma sentença que talvez não consiga ser executada. Ele precisa ser localizado", finalizou.
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