Yasuhiro Hanashim deixou o cargo nesta sexta-feira após 'brincadeira' de mau tom

Vitória Tedeschi Publicado em 11/11/2022, às 15h32
Nesta sexta-feira (11), o ministro da Justiça do Japão, Yasuhiro Hanashim foi demitido pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, após relatos de que ele teria feito uma piada de mau gosto sobre a sentença de pena de morte no país.
Esses relatos são de que ele disse que seu cargo "low-profile" (expressão em inglês usada para se referir a pessoas discretas) só rendia coberturas da imprensa se ele aprovasse esse tipo de punição.
"Servir como ministro da Justiça não ajuda a arrecadar muito dinheiro ou garantir muitos votos", disse Hanashi, durante uma reunião política, comentários que provocaram críticas dentro e fora do Partido Liberal Democrático (LDP), que apoia o Governo.
Hanashi "deve exercer o seu papel (…) tomando consciência do peso de sua posição profissional", disse Fumio Kishida, durante uma sessão parlamentar, na quinta-feira, sem se ter referido à possibilidade de demitir o ministro.
"Estas foram palavras imprudentes e eu levo [a reação] a sério, de forma a não voltar a fazer algo semelhante a partir de agora. Sinto muito", disse Hanashi, horas antes de ser demitido.
O Japão é um dos poucos países desenvolvidos a manter a pena de morte, e o apoio público à pena continua alto, apesar das críticas internacionais. Ao anunciar sua renúncia, Hanashi caracterizou sua fala como um "descuido".
Ele estava no cargo desde agosto e sua saída também ocorre apenas algumas semanas após o ministro da Revitalização Econômica, Daishiro Yamagiwa, deixar o governo após se tornar alvo de julgamentos por vínculos com um grupo religioso da Igreja da Unificação, o que configura um momento conturbado do governo de Kishida.
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