Depois de dizer que não se lembrava de nada, a colega de quarto finalmente revelou o que viu

Manoela Cardozo Publicado em 06/01/2023, às 08h42
Depois da prisão de Bryan Kohberger, principal suspeito do assassinato dos quatro jovens alunos da Universidade de Idaho, novos detalhes estão sendo divulgados sobre o misterioso crime.
Na última quinta-feira (05), o TMZ divulgou registros que mostraram como o suspeito se preparou para a noite da tragédia.
De acordo com o informado, Kohberger stalkeou — perseguiu — as vítimas por vários meses antes do ocorrido.
Segundo o documento, o celular de Bryan foi identificado pelo menos doze vezes aos arredores da residência dos estudantes, entre junho e novembro de 2022, mês em aconteceram as mortes.
Mais precisamente, os investigadores notaram que, em grande parte das vezes, o aparelho esteve nas redondezas da residência no final da noite e nas primeiras horas da manhã.
Dando detalhes mais aterrorizantes, uma das colegas de quarto, que estava na casa na fatídica noite, revelou aos detetives que ouviu Kaylee Gonçalves, uma das vítimas fatais, afirmar que havia alguém na casa por volta das 4h da manhã.
A sobrevivente chegou a procurar mas não observou nenhum movimento incomum nos cômodos, mas ao abrir a porta pensou ter escutado um choro vindo do quarto de Xana Kernodle, outra das quatro vítimas.
A testemunha, inclusive, disse que ouviu uma voz masculina dizer algo como: "Tudo bem, vou ajudar você". No entanto, até o momento, não foi esclarecido se a voz era do assassino ou de Ethan Chapin — que também foi morto.
Ainda segundo o relato, ela alegou que viu um homem vestindo roupas pretas e uma máscara caminhando em sua direção. O suspeito tinha sobrancelhas grossas, 1,70m de altura e não tinha muitos músculos aparentes — características essas que coincidem com Bryan Kohberger.
De acordo com o esclarecimento das autoridades, uma câmera de segurança da casa de um vizinho registrou um áudio distorcido onde é possível ouvir vozes e gemidos, seguidos de um estrondo às 4h17.
Finalmente, a colega de quarto afirmou que entrou em 'estado de choque' e trancou-se no cômodo. Seguindo os documentos, esse teria sido o momento em que o assassino deixou o local do crime.
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