O líder da Igreja Católica manteve seu posicionamento

Manoela Cardozo Publicado em 29/11/2022, às 09h56
Na última segunda-feira (28), foi divulgada uma entrevista que o Papa Francisco concedeu à revista norte-americana dos jesuítas 'América', onde o cardeal voltou a afirmar sua posição contrária ao aborto.
Ainda assim, ele aconselhou que a Igreja Católica mantenha sua posição 'pastoral' e não fazer dessa pauta algo 'político'.
"Sobre o aborto, posso dizer as coisas que já disse. Em qualquer livro de embriologia, se diz que cerca de um mês depois da concepção, os órgãos e o DNA já estão definidos em um minúsculo feto, antes mesmo que a mãe perceba. Por isso, é um ser humano vivo. E levanto duas questões: é justo livrar-se de um ser humano para resolver um problema? É justo contratar um ‘assassino’ para resolver um problema?", confirmou o Papa.
O líder da Igreja Católica foi direto: "O problema surge quando essa realidade do assassinato de um ser humano se transforma em uma questão política ou quando um pastor da Igreja Católica usa isso como uma categoria política".
"Cada vez que um problema perde a dimensão pastoral, aquele problema vira um problema político e a pessoa se torna mais um político do que um pastor. Quando vejo um problema como esse, que é um crime, tornar-se fortemente, intensamente político, há uma falência da pastoral na abordagem desse problema", finalizou.
Toda a polêmica começou depois que a Conferência Episcopal dos Estados Unidos tentou impedir que Joe Biden, presidente do país, e expoentes do Partido Democrata pudessem receber a Eucaristia.
Foi o próprio Papa, através do Dicastério para a Doutrina da Fé, que intercedeu para que os bispos e cardeais norte-americanos não adotassem a medida.
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