Encontro com o monarca da Arábia Saudita é controverso porque o líder saudita é considerado o responsável pela morte de um jornalista

Redação Publicado em 14/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 09h47
Joe Biden fará sua primeira viagem como presidente dos Estados Unidos ao Oriente Médio nos dias 13 a 16 de julho, de acordo com um comunicado da Casa Branca divulgado nesta terça-feira (14).
De acordo com o texto, a viagem vai começar por Israel. Ele vai falar com os líderes do país e também há, na programação, a previsão de uma visita à Cisjordânia.
Depois, Biden seguirá para a Arábia Saudita, onde ele vai participar de uma discussão sobre uma trégua na guerra civil do Iêmen.
No comunicado, se diz que Biden agradece o convite do príncipe Mohamed bin Salman, da Arábia Saudita.
Os serviços de inteligência americanos concluíram que Salman ordenou o assassinato do jornalista dissidente Jamal Khashoggi.
“Essa viagem a Israel e Arábia Saudita – quando chegar – ocorreria no contexto de importantes objetivos para o povo americano na região do Oriente Médio”, disse a jornalistas a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.
A monarquia petroleira “foi um parceiro estratégico durante quase 80 anos. Não há dúvidas de que há importantes interesses (americanos) ligados” ao país, afirmou ela.
A imprensa americana anunciou que Biden realizaria sua primeira visita como presidente a Israel e Arábia Saudita este mês durante uma viagem que incluirá Alemanha e Espanha, para cúpulas do G7 e da Otan.
No entanto, diante de críticas sobre a mudança de postura do presidente democrata, que prometeu tratar o reino como “pária” após o assassinato de Khashoggi, a Casa Branca se recusou a confirmar a informação.
A aproximação ocorre após duas aparentes concessões da Arábia Saudita aos objetivos de Biden: aumentar a produção de petróleo que poderia ajudar a aliviar a alta dos preços, e a ampliação de uma trégua no Iêmen.
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