Fernanda Paes Leme chora ao contar sobre a dor de sofrer um aborto espontâneo em relato emocionante

Renata Silva Publicado em 03/10/2022, às 21h28
A atriz Fernanda Paes Leme não segurou as lágrimas ao revelar que sofreu um aborto espontâneo em 2021. Ela revelou que a gestação foi inesperada e viveu o luto ao perder o bebê. A estrela contou que não sabia se iria contar a história publicamente, mas decidiu usar o exemplo em uma conversa no canal Mil e Uma Tretas, de Thaila Ayala e Julia Faria.
Fernanda contou que é difícil lembrar do assunto. "Acho que as pessoas devem estar pensando o que a Fepa está fazendo aí. É difícil a gente falar sobre determinados assuntos. Se é difícil passar, falar é mais ainda. Eu vou chorar com certeza mais. Quando a Julia me chamou para vir aqui, eu pensei p*rra: 'Será que eu vou falar sobre isso?'. Porque é uma coisa que está dentro de mim, só para mim. E para pouquíssimas pessoas que convivem comigo", disse ela, e completou: "Só que, ao mesmo tempo, é muito importante as pessoas saberem que tem várias histórias sobre isso, sobre esse tema, que ainda é tão difícil de você falar. Porque o aborto é uma perda invisível. É um luto que você vive, de algo que você nunca viu a cara. Nem uma peça, foto, nada, para você lamentar, o que acontece quando você perde alguém".
Então, a estrela relembrou como descobriu a gravidez e, na sequência, o aborto. Ela contou que teve problemas com o DIU de cobre e iria trocá-lo. Nesse meio tempo, ela descobriu a gestação. "Quando eu tirei o DIU, no mês seguinte, a menstruação não veio. Aí meu peito, já pesado, eu vivendo alguns sintomas de gravidez, sem saber que aquilo estava acontecendo. Decidi fazer um teste. Meu irmão estava em Salvador. Eu não queria falar com o Vitor, meu parceiro, e pedi para o meu irmão comprar o teste. Aí veio os dois tracinhos. Eu fiquei em choque. Pensei em elaborar para este ano. Contei para ele [Vitor], e ele ficou mais feliz do que eu", afirmou.
Ao voltar da viagem, ela teve um sangramento e perdeu o bebê. "No dia seguinte voltei para São Paulo. Cinco dias depois tive um sangramento e descobri que tinha perdido", contou.
"Vem todo o outro lado, porque a primeira pessoa a descobrir é você, quem tem que contar para as pessoas é você, para as poucas pessoas que sabiam, e você tem que administrar a sua dor e a do outro. As pessoas chegam e falam para você que é normal, mas não é, pode ser comum", afirmou ela, e concluiu: "O segundo vem aquela coisa de: 'Acontece, mas melhor assim'. Mas na verdade você só precisa de apoio e um abraço. Eu fiquei muito mal, porque vi ali que eu queria ser mãe, porque antes eu achava que não queria. Eu descobri ali que eu queria. Foi uma perda muito solitária".
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