O caso é tão raro que especialistas em genética estimam que a chance de ocorrer é de uma em um milhão

Vitória Tedeschi Publicado em 19/08/2022, às 18h42
Em caso raro, os filhos gêmeos de Chantelle Broughton, uma britânica de 29 anos, nasceram um com pele clara e olhos verdes e outro com pele escura e olhos castanhos. Este caso é tão raro que especialistas em genética estimam que a chance de ocorrer é de uma em um milhão.
A mãe que deu à luz na cidade de Nottingham, deixou todos na sala de parto surpresos ao verem gêmeos completamente diferentes. De acordo com o Daily Mail, a auxiliar de enfermagem e mãe de três, Chantelle, diz que ela parece ser branca, mas tem um avô nigeriano por parte da mãe.
Já o pai dos gêmeos, Ashton, de 29 anos, é metade jamaicano e metade escocês, o que poderia explicar a diferença na cor da pele dos filhos.
Ela citou que ao longo das semanas após o parto, que aconteceu em abril deste ano, a pele de Azirah foi escurecendo cada vez mais.
“Agora chegou ao ponto em que ela é mais escura que o pai”, relatou a mãe ao jornal britânico Daily Mail.
A mãe contou ainda que várias pessoas a questionam se ela realmente é a mãe das duas crianças, por não se parecer com a filha. “Nossos amigos e familiares ainda dizem que não conseguem acreditar”, afirmou. Quando estão na rua, muitas pessoas olham duas vezes e param para conversar.
Chantelle brinca que os outros devem achar que eles têm pais diferentes. Mas, isso não a incomoda.
Sou muito grata por eles serem como são, temos uma família muito única”, declarou a mãe.
Ela afirma que no geral, as reações são positivas e que várias pessoas elogiam como os bebês são bonitos. “Às vezes as pessoas preferem não comentar nada, mas quando nós explicamos o caso, elas sempre ficam chocadas, já que não é uma coisa que se vê todo dia”, destacou.
Além da aparência, Chantelle conta que os gêmeos também são diferentes no quesito personalidade: "completamente opostos". Enquanto Azirah é mais calma e descontraída, Ayon precisa de muito mais atenção. "Ele sempre quer ser ninado e está constantemente ‘tagarelando'. Já ela não faz isso".
"Eu notei que eles estão olhando um para o outro e sorrindo mais”, completou. Por isso, a mãe acha que os dois,agora com quatro meses, irão se dar bem, mesmo com as diferenças que possuem um do outro.
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