A iniciativa ganhou impulso por causa do impacto da pandemia de covid-19 na relação dos jovens com o ambiente escolar

Mateus Omena Publicado em 26/04/2023, às 16h24
Em teoria, o ambiente escolar deveria ser voltado para o aprendizado, desenvolvimento humano e conexões entre pessoas. No entanto, em algumas situações, ele pode se tornar bastante hostil.
Para muitas crianças e jovens, a escola deixa de ser um local de expressão e afirmação, e isso pode afetar tanto o seu bem-estar, quanto a sua sensação de pertencimento. Por isso, muitas instituições vêm investindo na implementação da educação socioemocional no currículo escolar, a fim de dar um melhor suporte aos alunos em suas questões individuais.
Diante desse cenário, o Grupo Salta Educação vem colocando em prática projetos para garantir que os alunos de todas as escolas atendidas, em diversas regiões do Brasil, tenham à disposição mecanismos e serviços de acolhimento e atendimento às suas necessidades.
Segundo a companhia, muitos pais têm relatado mudanças de comportamento nos filhos, provocadas muito provavelmente pela pandemia de Covid-19.
Como muitas crianças e adolescentes foram obrigados a estudar em casa para evitar o contágio e reduzir os índices de infecção pelo coronavírus, eles sentiram diversos impactos, não apenas na qualidade do aprendizado, como também na socialização.
Para a empresa, a educação socioemocional é fundamental para manter um olhar atento ao comportamento dos jovens no ambiente escolar, acompanhando-os de perto, escutando e acolhendo. E esse compromisso deve estar presente em todas as estruturas da escola.
“Nossa liderança pedagógica está verdadeiramente na escola, ou seja, eles estão na entrada, saída, corredores, espaços comuns de convivência, sempre junto dos alunos com o objetivo de vê-los, escutá-los, conhecê-los e capturar quando algo não está bem”, explicou a gerente pedagógica das escolas do Grupo Salta Educação, Camilla Bezerra.
No dia a dia, as ações consistem em diálogos e conversas com alunos, por meio de uma escuta ativa, afetiva e humanizada, com o propósito de promover conexão e confiança.
Por outro lado, o amparo às crianças e jovens não pode vir apenas do corpo docente da escola, mas principalmente das famílias, que devem agir como parceiros e estar presente com a escola para criar uma ampla rede de apoio. Dessa maneira, é possível estimular o diálogo, compartilhar desejos e preocupações.
Para a empresa, há uma mudança de postura entre muitas famílias, por conta da pandemia, que fez com que os pais prestassem atenção apenas em notas, boletins e jornada acadêmica. Agora, os mais velhos estão preocupados com o lado emocional dos filhos, muito mais do que com o aspecto acadêmico.
Como o fator emocional tem impacto direto no processo de ensino e aprendizagem, o grupo vem desenvolvendo projetos de automação de processos, para que o corpo docente e os gestores pedagógicos tenham mais tempo para estar próximo dos alunos, além de elaborar alternativas para criar um ambiente ainda afetivo e acolhedor, com práticas que estimulem a integração e o prazer pelos estudos.
Com o objetivo de facilitar a integração e socialização dos alunos, o Grupo Salta recomenda que os primeiros dias de aula sejam focados no acolhimento genuíno, de modo que os alunos conheçam os espaços escolares, seus professores, gestores pedagógicos e outros colegas.
Segundo Camila Bezerra, houve uma inversão de hierarquias na mentalidade acadêmica, que fez com o que o socioemocional se tornasse a prioridade do corpo docente.
Os professores e os gestores de uma instituição começam a considerar que, se o aluno não está bem emocionalmente, sentindo-se infeliz no ambiente escolar, ele não aprende de maneira eficiente.
Por isso, a solução, segundo a empresa, é proporcionar uma rotina escolar saudável, estimular a autoconfiança e o protagonismo do aluno. Gradualmente, ele terá uma nova perspectiva em relação à escola e poderá ter prazer em estar todos os dias nesse local.
Mesmo assim, a executiva reforça que esse resultado só é alcançado se todos os membros responsáveis pelo acolhimento nas escolas estiverem envolvidos com esse compromissos e presentes na vida dos alunos.
“Estar no meio deles diariamente e não dentro de seus gabinetes, é acolher cada um deles genuinamente. A escola é gente e é com eles que estamos todos os dias”, finaliza.
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