TEA

Ministério da Saúde combate fake news sobre paracetamol e autismo

Posicionamento responde a rumores internacionais e reforça segurança do medicamento

Ministério da Saúde defende paracetamol após declaração de Donald Trump - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 24/09/2025, às 17h47

Em uma declaração oficial divulgada nesta terça-feira (23), o Ministério da Saúde do Brasil reiterou a segurança e eficácia do paracetamol, um medicamento amplamente utilizado para alívio da dor e redução da febre. A manifestação ocorre em resposta a comentários feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou sem evidências o uso do fármaco ao desenvolvimento de autismo.

A afirmação infundada de Trump foi prontamente contestada por órgãos internacionais de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as agências de saúde da União Europeia e do Reino Unido, que também se pronunciaram contra a desinformação.

O Ministério da Saúde enfatizou a gravidade de declarações irresponsáveis que podem levar à desconfiança em relação a tratamentos médicos. "A saúde não pode ser alvo de atos irresponsáveis. A atuação de lideranças políticas na disseminação de informações deturpadas pode resultar em consequências desastrosas para a saúde pública, como evidenciado pela pandemia de Covid-19, que causou mais de 700 mil mortes no Brasil", afirmou a pasta.

A nota ainda alertou sobre os riscos que a disseminação da ideia de que o paracetamol durante a gestação poderia causar autismo traz à saúde das mães e filhos. "Esse tipo de informação pode gerar pânico, levando à recusa em buscar tratamento adequado para febres e dores, além de desrespeitar as pessoas que vivem com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias", acrescentou.

O Ministério também esclareceu que o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por um desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais específicas, déficits na comunicação e interação social, além de padrões repetitivos de comportamento e interesses restritos.

Por fim, a pasta destacou seus esforços para combater os efeitos negativos do negacionismo no Brasil, ressaltando seu impacto na aceitação das vacinas no país, que anteriormente era um modelo global nessa questão.

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