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Guerra

União Europeia aprova novo pacote de sanções contra a Rússia

A União Europeia aprova 17º pacote de sanções contra a Rússia, visando desestimular operações militares na Ucrânia

A União Europeia aprova 17º pacote de sanções contra a Rússia, visando desestimular operações militares na Ucrânia - Imagem: Reprodução / Pixabay
A União Europeia aprova 17º pacote de sanções contra a Rússia, visando desestimular operações militares na Ucrânia - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 14/05/2025, às 15h00


Em uma reunião realizada nesta quarta-feira (14), os embaixadores dos países membros da União Europeia (UE) deram a aprovação política ao 17º pacote de sanções direcionadas à Rússia, como resposta à invasão da Ucrânia. Esta decisão ocorre três meses após a implementação do pacote anterior, com o objetivo de enfraquecer a economia russa e desestimular o financiamento das operações militares na Ucrânia.

Conforme informações fornecidas à Agência Lusa por fontes europeias, a aprovação ocorreu durante a assembleia dos embaixadores da UE em Bruxelas, com uma validação formal agendada para a próxima reunião dos ministros das Relações Exteriores da Europa, marcada para terça-feira (20).

Este novo conjunto de medidas restritivas é introduzido três meses após o 16º pacote, que foi estabelecido para marcar os três anos do início do conflito. Entre as novas sanções, estão incluídas restrições adicionais sobre embarcações da chamada "frota fantasma", utilizadas pelo governo russo para contornar as limitações impostas ao comércio de petróleo, além de um esforço renovado para combater a evasão das proibições comerciais.

As novas sanções também incluem um aumento no número de indivíduos e entidades sujeitas às restrições, conforme informado pelas fontes.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, a União Europeia tem implementado um rigoroso regime de sanções contra Moscou, abrangendo ações econômicas e diplomáticas que impactam cerca de 2.400 pessoas e organizações, incluindo figuras proeminentes como o presidente Vladimir Putin e o ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov.

As sanções incluem proibições de viagens à UE, congelamento de ativos financeiros e restrições ao acesso a recursos oriundos do espaço europeu. Além disso, estima-se que um total de 24,9 bilhões de euros em bens privados estejam congelados dentro da União Europeia, juntamente com 210 bilhões de euros pertencentes ao Banco Central da Rússia bloqueados.

No âmbito comercial, as sanções visam restringir exportações no valor de 48 bilhões de euros para a Rússia e importações que somam 91,2 bilhões de euros provenientes do país.

A Ucrânia continua a receber apoio financeiro e militar significativo de seus aliados ocidentais, que também têm imposto sanções contra setores estratégicos da economia russa para limitar a capacidade de Moscou de sustentar seu esforço bélico na Ucrânia.

O conflito que se arrasta há três anos resultou na destruição significativa de infraestrutura vital em diversas regiões da Ucrânia, além de um número indeterminado de vítimas entre civis e militares.


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